terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Coimbra de Outros Tempos


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Distrito de Coimbra - Símbolos


Orago Maior – Rainha Santa Isabel

Orago Menor – Santo Agostinho

Ordenação heráldica do brasão e bandeira – Publicada no Diário da República, de 14 de Novembro de 1930

Armas – Escudo de vermelho com uma taça de ouro realçada de púrpura, acompanhada de uma serpe alada e um leão batalhantes, ambos de ouro, e lampassados de púrpura. Em chefe um busto da Rainha Santa, coroada de ouro e vestida de púrpura e com manto de prata, acompanhada por dois escudetes antigos das quinas. Colar da Torre e Espada. Listel branco com legenda a negro - "CIDADE DE COIMBRA" (maiusculado).

Bandeira– Esquartelada de amarelo e de púrpura. Cordão e borlas de ouro. Haste e lança de ouro. Existem dois tipos de bandeiras no distrito, uma para cerimónias e cortejos e outra para hastear em edifícios (onde existe apenas quatro ligeiras diferenças, a haste e a lança, deixam de ser de ouro e os cordões dourados e as bordas de ouro e púrpura também desaparecem, a bandeira passa a ser de 2x3).

Selo– Nos termos da Lei, com a legenda: "Governo Civil do Distrito de Coimbra"

Distrito de Castelo Branco


O distrito de Castelo Branco é um distrito português, pertencente à província histórica da Beira Baixa. Limita a norte com o distrito da Guarda, a leste com Espanha, a sul com Espanha, com o distrito de Portalegre e com o distrito de Santarém e a oeste com o distrito de Leiria e com o distrito de Coimbra. Compreende as sub-regiões da Beira Interior Sul, Pinhal Interior Norte e Cova da Beira. Tem uma área de 6 675 km² (4.º maior distrito português) e uma população residente de 225 916 habitantes (2011) . A capital do distrito é a cidade com o mesmo nome.

Na atual divisão principal do país, o distrito encontra-se integrado na Região Centro e dividido em três subregiões, uma delas integrando um concelho pertencente ao distrito de Santarém: Beira Interior Sul, Cova da Beira e Pinhal Interior Sul. Em resumo:

Região Centro
Beira Interior Sul
Castelo Branco (Capital)
Idanha-a-Nova
Penamacor
Vila Velha de Ródão
Cova da Beira
Belmonte
Covilhã
Fundão
Pinhal Interior Sul
Oleiros
Proença-a-Nova
Sertã
Vila de Rei

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Distrito de Castelo Branco - Geografia


O distrito de Castelo Branco é dominado por três estruturas fundamentais: a região do vale do Tejo, a sul, é uma região vasta de altitudes moderadas (entre os 200 e os 400 m) e poucos acidentes orográficos. A norte, estende-se de nordeste para sudoeste uma segunda região, bastante mais acidentada, que compreende as serras de Alvelos, do Muradal, da Gardunha (1 227 m) e da Malcata, que tem a sua maior extensão já no distrito da Guarda. A noroeste desta área, a Cova da Beira corresponde ao vale do rio Zêzere e de alguns dos seus afluentes. A região oeste do distrito também acompanha o vale do Zêzere, descendo até ele das alturas de Alvelos. Pertence ainda ao distrito a maior parte da vertente sueste da serra da Estrela.

Com o distrito totalmente integrado na bacia hidrográfica do rio Tejo, os principais rios são, além do próprio Tejo, afluentes deste rio ou afluentes dos afluentes. O destaque vai, naturalmente, para o Zêzere e para os seus afluentes, em especial o rio Paul, o rio Meimoa e a ribeira da Sertã. Outros rios relevantes são o rio da Ocreza, o rio Ponsul e o rio Erges, que serve de fronteira com Espanha ao longo de mais de 40 km. Todos estes rios fluem mais ou menos na mesma direção, de nordeste para sudoeste, com excepção do Erges, cujo curso é predominantemente de norte para sul.

Quanto à orografia, as maiores altitudes situam-se na serra da Estrela, com a fronteira do distrito a ficar muito próxima da máxima altitude do continente português (1 993 m). Também nos limites do distrito situam-se outras altitudes elevadas: o ponto mais elevado da serra do Açor (1 418 m) fica na fronteira com o distrito de Coimbra, e a segunda maior elevação da serra da Malcata (1 072 m) situa-se no limite com o distrito da Guarda, muito perto de Espanha. Mesmo no interior do distrito, os pontos mais elevados são os cumes da Gardunha (1 227 m), de Alvelos (1 084 m) e de Muradal (912 m).

Embora a barragem de Castelo de Bode propriamente dita fique fora dos limites do distrito de Castelo Branco, a sua albufeira acaba por ser a maior extensão represada do distrito, mesmo havendo várias outras barragens no Zêzere (barragem da Bouçã e barragem do Cabril), no Tejo (barragem de Fratel no curso português e Embalse de Cedillo no Tejo internacional) e noutros rios e ribeiras (barragem de Corgas na ribeira de Isna, barragem do Pisco no rio Ramalhoso, barragem de Meimoa na ribeira de Meimoa, barragem da Idanha e barragem de Penha Garcia no Ponsul e barragem da Toulica na ribeira de Aravil.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Ilha de Porto Santo


Na Ilha do Porto Santo encontramos um refúgio dourado e azul, um local onde tudo acontece num ritmo calmo, convidando à descontração e ao relaxamento.

Em pleno Oceano Atlântico, com 11 km de comprimento e 6 km de largura, Porto Santo é desde há muito apelidado de Ilha Dourada, devido à sua extensa e fantástica praia de 9 km de areia fina e sedosa banhada por águas azul-turquesa. O clima do Porto Santo, moderado durante todo o ano e com uma temperatura do mar que oscila entre os 17ºC e os 22ºC, faz com que esta ilha nunca perca o seu encanto mesmo nos meses de Inverno.

Em 1418 os navegadores portugueses, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira chegaram à Ilha do Porto Santo, primeira das descobertas ultramarinas portuguesas. Tendo sido desviados por ventos fortes da sua rota de exploração da costa ocidental de África, a Ilha do Porto Santo deu-lhes um porto seguro, ganhando assim o seu nome. Em 1446, o Infante Dom Henrique nomeou Bartolomeu Perestrelo governador da ilha, dando-lhe razões para ficar famosa: a filha de Perestrelo veio a casar-se com Cristóvão Colombo, que aqui passou algum tempo nesta Ilha a preparar a grande viagem da Descoberta da América. Hoje em dia é possível visitar a casa do século XV que Cristóvão Colombo terá habitado. Situada em Vila Baleira, exibe retratos de Colombo e também mapas com as diferentes rotas por ele percorridas.

Apesar de pequena, a capital da ilha, Vila Baleira, tem as suas atrações. A cidade está centrada na sua praça principal, à volta do Largo do Pelourinho, e dos Jardins do Infante. As ruas ladeadas de palmeiras e buganvílias são ideais para agradáveis e relaxantes passeios. Os restaurantes abundam, pelo que temos muitas oportunidades para experimentar as especialidades da ilha: espetada de vaca grelhada em pau de louro regada com manteiga de alho, ou o famoso bolo do caco, o pão com batata-doce que é também servido com manteiga de alho. Um passeio pelo cais permite-nos ver o artesanato, feito com matérias-primas locais como conchas, folhas de palmeira, canas e barro. Para um toque de história e cultura, além da casa museu de Cristóvão Colombo, os belíssimos painéis de azulejos na vizinha Igreja de Nossa Senhora da Piedade do século XVII valem bem uma visita.

O Porto Santo anima-se nos dias 23 e 24 de Junho para as Festas de São João em honra do padroeiro da ilha. E a animação continua em Agosto com as festas religiosas de Nossa Senhora da Graça na noite de 14 para 15, da Nossa Senhora da Piedade de 30 para 31 e no final do mês com a Festa das Vindimas. Em setembro, o Festival de Colombo relembra as passagens e vivências deste navegador pelo arquipélago da Madeira, bem como toda a epopeia da época dos Descobrimentos. As celebrações de Natal e da Passagem de Ano continuam até ao Dia de Reis, quando as festividades noturnas incluem visitas para ver a Lapinha (presépio) e na noite de 15 de Janeiro para celebrar o Santo Amaro.

Mas o cartão-de-visita do Porto Santo é sem dúvida a sua praia. Com fama de terem poderes curativos, as areais e águas são ricas em iodo, cálcio e magnésio, tornando-as muito benéficas para o tratamento de reumatismo e doenças dos ossos.

No Centro de Talassoterapia, podemos experimentar um tratamento antisstress e num passeio a pé até à Ponta da Calheta exercitar o nosso corpo. Podemos também libertar o stress de forma mais ativa, praticando uma das diversas variedades de atividades ao ar livre que a ilha oferece- passeios de barco, pesca desportiva, mergulho, windsurf, kite surf, esqui aquático, BTT, ou parapente. Os amantes de golfe podem também dar umas tacadas no Porto Santo Golfe, projetado pelo campeão espanhol Ballesteros.

Em alternativa, podemos passear pela ilha e descobrir a beleza duma paisagem que se formou graças a sucessivas erupções vulcânica num dos vários miradouros: o da Portela, com os moinhos de vento circundantes, o da Pedreira no Pico Ana Ferreira e, no extremo oeste da ilha, o miradouro das flores com vista sobre a Madeira e as ilhas Desertas. A não perder, a subida ao Pico do Facho, o ponto mais alto da ilha com 517 metros e ao Pico do Castelo, de onde se avistam os vales encaixados e os ilhéus que parecem ter sido "semeados" em redor.

Com crianças, podemos visitar a Quinta das Palmeiras e desfrutar de um mini-zoo e minijardim botânico ou então ver a fonte da Areia e a erosão causada pelas águas nas rochas. Para retemperar forças, fazer um piquenique nos Morenos e depois dar um mergulho nas águas cristalinas na pequena enseada do Zimbralinho é uma sugestão que toda a família vai adorar.

Para terminar o dia, bebendo um sumo de frutas ou uma Poncha numa das diversas esplanadas junto à praia, deixamo-nos embalar pelo som mágico das ondas e ao cair da noite, na hora crepuscular, contemplamos um pôr-do-sol indescritível.

Informação retirada daqui

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Ilha de Porto Santo




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Geografia - São Martinho do Porto

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Geografia - Distrito de Bragança


O distrito de Bragança é um distrito do nordeste de Portugal, pertencente à província tradicional de Trás-os-Montes e Alto Douro. Limita a norte e a leste com Espanha (províncias de Ourense, Zamora e Salamanca), a sul com o distrito da Guarda e com o distrito de Viseu e a oeste com o distrito de Vila Real. A sua área soma 6 608 km², sendo assim o quinto maior distrito português, habitado por uma população de 139 344 habitantes (2009) . A sede do distrito é a cidade de Bragança.

Na atual divisão principal do país, o distrito encontra-se integrado na Região Norte e dividido em duas subregiões, ambas integrando também concelhos de outros distritos: Alto Trás-os-Montes e Douro. Em resumo:

Região Norte
Alto Trás-os-Montes
Alfândega da Fé
Bragança
Macedo de Cavaleiros
Miranda do Douro
Mirandela
Mogadouro
Vimioso
Vinhais
Douro
Carrazeda de Ansiães
Freixo de Espada à Cinta
Torre de Moncorvo
Vila Flor

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Geografia - Distrito de Bragança


O distrito é composto por duas regiões distintas. Mais a norte, as regiões de maior altitude constituem a Terra Fria Transmontana, onde a paisagem é dominada pelos baixos declives do planalto trasmontano; a sul, fica a Terra Quente Trasmontana, de clima mais suave, marcada pelo vale do rio Douro e pelos vales dos seus afluentes. Em nível geral o distrito de Bragança é um distrito bastante montanhoso dominado por serras, montes e planaltos.

É, aliás, o Douro que constitui a característica geográfica mais importante, visto que serve de limite ao distrito ao longo de toda a sua fronteira sul, e da maior parte da fronteira oriental, até à extremidade nordeste do território português. É no vale do Douro que se situam os terrenos de menor altitude do distrito, que se situam quase todos acima dos 400 metros, com exceção dos vales dos rios principais e da região de Mirandela.

Além do Douro, os principais rios do distrito correm de norte para sul ou de nordeste para sudoeste, e fazem todos parte da bacia hidrográfica do Douro. Os principais são o rio Tua, que nasce em Mirandela da junção dos rios Tuela e Rabaçal e banha a zona ocidental do distrito, e o rio Sabor, que também nasce em Espanha, mas que corre através da zona oriental do distrito. Ambos têm uma rede de afluentes significativa, sendo que o Tuela recebe as águas do rio Baceiro, o Rabaçal as do rio Mente, e o Sabor as do Rio Azibo.

Entre os vales dos rios, erguem-se serras. A serra da Nogueira separa os vales do Tuela e do Sabor, erquendo-se até aos 1 320 m. Mais a sul, fica a serra de Bornes, nos concelhos de Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé que separa o Tua do Sabor, subindo até aos 1 199 m. A leste, a serra do Mogadouro é pouco mais que uma série de colinas que separam o Sabor do Douro, mas mesmo assim chega aos 997 m. A norte, junto à fronteira espanhola, erguem-se as serras maiores: a serra da Coroa que sobe até aos 1 274 m de altitude a norte de Vinhais, e a serra de Montesinho que se prolonga por território espanhol, que utltrapassa os 1 400 m de altitude.

A maior parte das barragens do distrito situa-se no Douro. São elas, de jusante para montante, a barragem da Valeira, a barragem do Pocinho, a barragem de Saucelle (já no Douro Internacional), a barragem de Aldeadávila, a barragem da Bemposta, a barragem do Picote e a barragem de Miranda. Nos afluentes do Douro, existem as barragens do Azibo, Nuzedo de Baixo e de Rebordelo, estas duas bem próximas uma da outra, no extremo sul do concelho de Vinhais.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Geografia - Distrito de Braga


O distrito de Braga é um território bastante acidentado, dominado por altitudes elevadas a leste, junto à fronteira espanhola e aos limites com o distrito de Vila Real, e descendo até ao litoral ocidental, num relevo cortado pelos vales de vários rios que correm de nordeste para sudoeste.

As altitudes maiores encontram-se na Serra Amarela (1 361 m), no limite com o distrito de Viana do Castelo e na fronteira com Espanha, com a serra do Gerês, que tem a sua maior altitude, 1 545 m, precisamente no limite com o distrito de Vila Real e muito perto da fronteira espanhola, e na parte ocidental da serra da Cabreira, que atinge no Alto do Talefe, dentro do distrito de Braga, 1 262 m de altitude.

O vale do rio Cávado é o acidente mais importante relacionado com a rede hidrográfica, cortando totalmente o distrito e dividindo as suas montanhas em duas áreas distintas. O Cávado entra no distrito a leste, onde serve de fronteira com o distrito de Vila Real ao longo de alguns quilómetros, e vai desaguar no Oceano Atlântico no litoral de Esposende, a oeste, a única zona do distrito relativamente plana. A bacia hidrográfica do Cávado inclui ainda o vale do rio Homem, que nasce no Gerês e desagua no Cávado na confluência dos concelhos de Vila Verde, Amares e Braga.

A sul do Cávado, outro vale importante é o do rio Ave, rio que nasce no distrito, na serra da Cabreira, e atravessa a sua parte sul, servindo de fronteira com o distrito do Porto ao longo de quase 20 km. Um dos afluentes do Ave, o rio Vizela, continua o limite sul do distrito ao longo de outros 20 km. O rio Este, que passa na capital do distrito, é outro afluente relevante do Ave.

A norte, é o vale do rio Neiva a servir de limite com o distrito de Viana do Castelo ao longo de toda a parte baixa do curso deste rio (bastante curto). Por outro lado, a parte sueste do distrito faz parte da bacia hidrográfica do rio Douro, por intermédio do rio Tâmega, que serve de fronteira com o distrito de Vila Real e com o distrito do Porto, e de alguns dos seus afluentes de pequenas dimensões.

Há várias barragens no distrito. A mais conhecida é a barragem de Vilarinho das Furnas, no curso superior do rio Homem. No baixo Cávado situa-se a barragem de Penide e no alto Cávado ficam a barragem da Caniçada, a barragem de Salamonde e a barragem da Venda Nova. No rio Ave ficam algumas barragens pequenas e a barragem do Ermal, bastante maior.

A costa, incluída por inteiro no concelho de Esposende, é arenosa.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Geografia - Distrito de Braga



O distrito de Braga é um distrito português pertencente à província tradicional do Minho. Limita a norte com o distrito de Viana do Castelo e com Espanha, a leste com o distrito de Vila Real, a sul com o distrito do Porto e a oeste com o oceano Atlântico. Tem uma área de 2 673 km² (15.º maior distrito português) e uma população residente de 866 012 habitantes (2009). A sede do distrito é a cidade com o mesmo nome.

Na atual divisão principal do país, o distrito encontra-se integrado na região do Norte. No seu território existem duas subregiões, o Cávado, a norte, e o Ave, a sul. Em resumo:

Região do Norte
Ave
Cabeceiras de Basto
Celorico de Basto
Fafe
Guimarães
Póvoa de Lanhoso
Vieira do Minho
Vila Nova de Famalicão
Vizela
Cávado

Amares
Barcelos
Braga
Esposende
Terras de Bouro
Vila Verde

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Geografia - Distrito de Beja


O distrito de Beja é um distrito português, pertencente à província tradicional do Baixo Alentejo. Limita a norte com o distrito de Évora, a leste com a província de Huelva (Espanha), a sul com o distrito de Faro e a oeste com o distrito de Setúbal e com o oceano Atlântico. Tem uma área de 10 225 km² (o maior distrito português) e uma população residente de 150 287 habitantes (2009). A sede do distrito é a cidade com o mesmo nome.

Na atual divisão principal do país, o distrito encontra-se totalmente incluído na região do Alentejo. Relativamente a subregiões, a subregião do Baixo Alentejo inclui 13 concelhos, e o concelho de Odemira pertence à subregião do Alentejo Litoral. Em resumo:

Região Alentejo
Alentejo Litoral
Odemira
Baixo Alentejo
Aljustrel
Almodôvar
Alvito
Barrancos
Beja
Castro Verde
Cuba
Ferreira do Alentejo
Mértola
Moura
Ourique
Serpa
Vidigueira

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Geografia - Distrito de Beja


O distrito de Beja corresponde à metade sul da planície alentejana, irrigada por cursos de água em geral pequenos e que quase secam (ou secam mesmo) no verão, e pontuada aqui e ali por serras baixas e pouco inclinadas.

O principal acidente do distrito é o vale do rio Guadiana, que atravessa de norte para sul a sua parte oriental, separando a planície principal de um território entre o rio e a fronteira espanhola que, conjuntamente com as serras algarvias que limitam o distrito a sul (Serra de Monchique, Serra do Caldeirão e Serra de Espinhaço de Cão) são as áreas mais acidentadas e de maior altitude do distrito: A Serra da Adiça e os primeiros contrafortes da Serra Morena espanhola ultrapassam os 500 m de altitude. Para além destas elevações, só a Serra do Cercal, no limite com o distrito de Setúbal perto de Vila Nova de Milfontes e a Serra do Mendro no limite com o distrito de Évora, a norte da Vidigueira são dignas de nota, atingindo 341 m e 412 m de altitude, respetivamente.

Na rede hidrográfica, para além do Guadiana e dos seus muitos mas pouco caudalosos afluentes, há duas outras bacias hidrográficas relevantes: a do Sado, que nasce no distrito, nas imediações de Ourique e se dirige para o distrito de Setúbal, e a do rio Mira, que nasce na serra do Caldeirão e vai desaguar no Atlântico junto a Vila Nova de Milfontes. Além destas redes, penetram também no distrito partes da bacia hidrográfica do rio Arade, cuja nascente é muito próxima da do Mira mas se dirige para o Algarve e da Ribeira de Seixe, cujo vale serve de fronteira com o Distrito de Faro. Ficam no distrito de Beja algumas barragens de grandes dimensões, nomeadamente a maior do país, a Barragem do Alqueva (Rio Guadiana, partilhada com o distrito de Évora e com Espanha), a barragem do Chança (rio Chança, partilhada com Espanha), a barragem de Santa Clara (rio Mira), a barragem do Monte da Rocha (rio Sado) a barragem do Roxo (ribeira do Roxo) e a barragem de Odivelas (ribeira de Odivelas).

A costa é rochosa e estende-se quase em linha recta de norte para sul, sendo os principais acidentes a embocadura do Mira e o Cabo Sardão.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Geografia - Distrito de Aveiro


O distrito de Aveiro é um distrito português cujo núcleo identitário pertence à província da Beira Litoral, à Região de Aveiro e à Região Centro. Os concelhos no extremo norte, como Espinho, Arouca ou Santa Maria da Feira, pertencem ao Douro Litoral, à Área Metropolitana do Porto e à Região do Norte e sempre tiveram uma forte ligação sócio-económica ao espaço urbano do Porto, que sempre foi e é o seu espaço urbano de referência, para além do Porto ser a capital do território da NUTS III e da NUTS II desses concelhos cujos habitantes não manifestam qualquer sentimento de pertença em relação a Aveiro e com Aveiro têm um único elemento comum meramente burocrático, que é o facto de pertencerem ao mesmo distrito, sem qualquer tipo de coesão identitária com Aveiro. O distrito de Aveiro limita a norte com o distrito do Porto, a leste com o distrito de Viseu, a sul com o distrito de Coimbra e a oeste com o oceano Atlântico. A sede do distrito é a cidade com o mesmo nome. Tem uma área de 2 808 km² (14.º maior distrito português) e uma população residente de 735 790 habitantes (2009).

Dando continuidade à reorganização administrativa, na actualidade, verifica-se o forte aumento de importância das Áreas Metropolitanas e Comunidades Intermunicipais em detrimento dos distritos. De acordo com a lei nº 45/2008 de 27 de Agosto, das áreas metropolitanas, criadas em 2003, só subsistiram as chamadas clássicas: a Área Metropolitana do Porto e a Área Metropolitana de Lisboa, sendo as restantes reorganizadas em Comunidades Intermunicipais. A razão óbvia para esta situação, para além de razões de associação económica e administrativa, tem a ver com o facto das populações não se identificarem com o distrito a que foram sujeitos, como acontece, a título de exemplo paradigmático, com os municípios de Espinho (Portugal), Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Arouca, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis, municípios da Área Metropolitana do Porto e da Região do Norte que, apesar de pertencerem, de modo arbitrário, ao Distrito de Aveiro, sendo Aveiro uma cidade da Região Centro e da Região de Aveiro, sempre tiveram, naturalmente, uma forte ligação socio-económica ao espaço urbano do Porto, que é o seu espaço urbano de referência, para além da proximidade territorial à cidade do Porto e do seu enquadramento identitário nos municípios do Distrito do Porto, factos que se acentuaram na contemporaneidade. Os habitantes dos municípios de Espinho (Portugal), Santa Maria da Feira, Arouca, São João da Madeira, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis, municípios da Área Metropolitana do Porto e da Região do Norte, não manifestam sentimentos de pertença em relação a Aveiro, que é uma cidade da Região Centro e da Região de Aveiro. Com a lei 75/2013 de 12 de Setembro, dando continuidade à reorganização administrativa e à restruturação de competências na organização do território, os distritos foram relegados para um plano secundário, com o protagonismo administrativo das Áreas Metropolitanas e das Comunidades Intermunicipais.

Na atual divisão principal do país, o distrito encontra-se dividido entre a Região do Norte e a Região Centro. Pertencem à Região do Norte os concelhos integrados na Área Metropolitana do Porto, Castelo de Paiva, parte da subregião do Tâmega e Sousa. À Região Centro pertencem os restantes concelhos, incluídos na subregião da Região de Aveiro, bem como a Mealhada, integrada na Região de Coimbra. Em resumo:

Região do Norte:
Área Metropolitana do Porto
Arouca
Espinho
Oliveira de Azeméis
Santa Maria da Feira
São João da Madeira
Vale de Cambra
Tâmega e Sousa
Castelo de Paiva

e na Região Centro:
Região de Aveiro
Águeda
Albergaria-a-Velha
Anadia
Aveiro
Estarreja
Ílhavo
Murtosa
Oliveira do Bairro
Ovar
Sever do Vouga
Vagos
Região de Coimbra
Mealhada

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Geografia - Evolução da População do Distrito de Aveiro


Em 2011 o distrito de Aveiro registava 714 200 habitantes.

A evolução da sua população nos últimos decénios foi condicionada por vários factores, resultantes designadamente das alterações registadas nas taxas de natalidade, de mortalidade, de emigração e de imigração.

"Nos finais do século XIX a natalidade e a mortalidade [em Portugal] apresentavam valores muito elevados (em torno dos 30 ‰ no caso da natalidade e dos 20 ‰ no caso da mortalidade). Esta situação prolongou-se até à primeira década do século XX, altura em que ambas variáveis demográficas começaram a decair. A diminuição foi, porém, mais intensa no caso da mortalidade, que no espaço de aproximadamente 30 anos se reduziu para metade. A natalidade, por seu lado, apresentou uma descida menos acentuada até 1964 e uma diminuição mais rápida a partir desta data. Na primeira fase (1890-1925), as taxas de natalidade e mortalidade equilibram-se a níveis elevados e distantes uma da outra. Na segunda fase (1925-1960), assiste-se a uma diminuição acentuada da mortalidade, mantendo-se a natalidade a níveis bastante elevados (superiores a 22 ‰). Na terceira fase (1960-1985), continua a registar-se a diminuição da mortalidade, embora a ritmo inferior ao verificado anteriormente, e inicia-se o declínio acentuado da natalidade. Finalmente, a quarta fase, que se inicia em 1985, marca o restabelecimento do equilíbrio entre as taxas de natalidade e de mortalidade, mas agora a níveis baixos e muito próximos. Em consequência desta evolução desfasada da mortalidade e da natalidade, as taxas de crescimento apresentam valores elevados até ao final da década de 70, altura em que, em virtude do equilíbrio da natalidade e da mortalidade a níveis baixos, a taxa de crescimento natural se reduz progressivamente."


O distrito de Aveiro ocupa o 4º lugar entre as regiões de Portugal mais afectadas pela emigração no período de 1890 a 1990, durante o qual terão emigrado legalmente cerca de 280 mil habitantes. Como contrapartida, e a partir de meados o século XX, a industrialização do distrito começa a atrair um número significativo de imigrantes do interior do País (a chamada "litoralização"), que vão compensar em parte a saída dos emigrantes. Por volta da década de 80, verifica-se, no entanto, um novo fenómeno, que é a coexistência de dois movimentos migratórios (emigração e imigração), com aveirenses que saem para outros países, a par de estrangeiros que passam a residir no distrito. Em 2007, por ex., o distrito de Aveiro era o 5º distrito com maior número de estrangeiros residentes.
Em 2011 o distrito de Aveiro tinha mais 462.254 habitantes do que em 1864 (data do 1º Recenseamento Geral da População), mantendo um registo positivo em todos os recenseamentos, e com um índice de crescimento de 2.8 (popul 2011 / popul 1864), valor este superior ao registado no País que foi de 2.5.

Com excepção do concelho de Murtosa todos os outros apresentavam em 2011 maior número de habitantes do que em 1864.

Entre eles realce para Santa Maria da Feira, com mais 107.620 hb., Aveiro, com mais 59.154 hb. e Oliveira de Azeméis, com mais 44.924 hb. Já os concelhos de Arouca com mais 7.231 hb, Sever do Vouga com mais 4.650 hb e Murtosa com menos 495 habitantes, eram os que registavam os valores mais baixos.

Percentualmente, e se se tiver em conta, no entanto, o número de habitantes que residiam em cada concelho em 1864, os valores mais elevados foram registados em São João da Madeira (9,8 vezes), Espinho (Portugal) (6,2 vezes) e Ílhavo (4,7 vezes).

O crescimento populacional do distrito não foi, no entanto, homogéneo ao longo dos anos , não se processou de forma idêntica em todos os concelhos, e não teve resultados similares em cada grupo etário, como se verá mais à frente.

Os recenseamentos são também o reflexo de alguns dos fenómenos que ocorreram no País, como por ex. 
(I) a Primeira Guerra Mundial e a designada peste pneumónica ou Gripe espanhola de 1918 (recenseamento de 1920), 
(II) a emigração para os países da Europa central nos meados do século XX (recenseamento de 1970), (III) o regresso dos residentes nas ex-colónias de África na década de 70/80 (recenseamento de 1981) e (IV) a quebra da natalidade (recenseamento de 2011).

(I) No primeiro caso os concelhos mais afectados foram Estarreja, que regista no censo de 1920 menos 1.114 habitantes do que em 1911, Ovar -774 hb., Murtosa -420 hb. e Aveiro -281 hb.

(II) No segundo caso, a vaga migratória que atinge o país nos anos 60 e 70 leva a que 11 concelhos do distrito de Aveiro registem em 1970 menos habitantes do que em 1960, sendo os mais afectados os concelhos de Anadia (Portugal), -3.244 hb., Murtosa -3.288 hb e Arouca, -2.538 hb.

(III) No terceiro caso, o censo de 1981 reflecte um excepcional acréscimo populacional, na ordem dos 75.000 habitantes, com especial incidência nos concelhos de Santa Maria da Feira, +14.561 hb. e Aveiro, +10.476 hb.

(IV) No quarto caso constata-se que o distrito de Aveiro regista em 2011 praticamente o mesmo número de habitantes que em 2001, sendo este o período com menor crescimento populacional (+625 hb.). Dos 19 concelhos 10 registavam menos habitantes, com realce para Anadia (Portugal), -2 395 hb., Oliveira de Azeméis, -2 110 hb., e Espinho (Portugal), -1.915 hb.





terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Geografia - Distrito de Aveiro


O distrito de Aveiro localiza-se, na sua maior parte, abaixo dos 100 m de altitude, ocupando uma planície costeira que chega a ter cerca de 40 km de largura, na parte sul do distrito. A paisagem desta planície é dominada pela ria de Aveiro, e pelos rios da bacia hidrográfica do Vouga (Cértima, Alfusqueiro, Águeda, Antuã e do próprio Vouga na planície litoral, e Agadão, Caima e Mau já nos contrafortes da serra). O único rio que não desagua no Rio Vouga, desagua directamente na ria de Aveiro, o Antuã que desagua perto da cidade de Ovar na ria de Aveiro.

Para oriente e para norte, o relevo torna-se mais acidentado, subindo-se ainda no distrito de Aveiro até às alturas das principais serras, chegando mesmo a estender-se até à serra do Montemuro, a nordeste. Na sua fronteira norte, o distrito contacta brevemente com o rio Douro e com alguns dos seus afluentes (Arda e Paiva).

O litoral é arenoso, em paisagem típica de zona lagunar, com um cordão dunar de espessura variável a separar as águas calmas da ria de Aveiro do mar.

Principais serras do Distrito de Aveiro:
Serra do Buçaco – 549 m de altitude
Serra do Arestal – 830 m de altitude
Serra da Arada – 1 071 m de altitude
Serra da Freita – 1 085 m de altitude

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Geografia - Powerpoint sobre a cidade de Aveiro


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Geografia - Vídeo - Nathan Myhrvold: Uma vida fascinante

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Geografia - Vídeo - Se o mundo tivesse 100 pessoas

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Geografia - Postais de Portugal - Águeda - Centro da Vila (cerca de 1910)


Geografia - Postais de Portugal - Ponte romana sobre o Marnel, Lamas do Vouga-Águeda


Geografia - Postais de Portugal - Águeda - Ponte romana sobre o Marnel, Lamas do Vouga-Águeda


Geografia - Postais de Portugal - Águeda, Portugal. Sachando o milho


Geografia - Postais de Portugal - Águeda, Portugal. Cântaros de barro, no mercado



Geografia - Postais de Portugal - Albergaria-a-Velha, Fonte (circulado em 1920)


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Geografia - Vídeo - Trânsito em Luanda

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Geografia - Postais de Portugal - Águeda - Nora


Geografia - Postais de Portugal - Águeda - A janela da capela privada do Palácio antes da restauração em 1982 - Hotel Palácio de Águeda - Solar da Borralha


Geografia - Postais de Portugal - Águeda - Hotel Palácio de Águeda - Solar da Borralha, Quinta da Borralha


Geografia - Postais de Portugal - Águeda - Hotel Palácio de Águeda - Solar da Borralha, Quinta da Borralha


Geografia - Postais de Portugal - Águeda - Hotel Palácio de Águeda - Solar da Borralha, Quinta da Borralha


Geografia - Postais de Portugal - Águeda - Borralha - Solar do Conde da Borralha


Geografia - Postais de Portugal - Águeda - Pateira de Fermentelos


Geografia - Postais de Portugal - Águeda - Macinhata do Vouga - Núcleo Museológico da C P


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Geografia - Postais de Portugal - Abrantes - Vista parcial com o castelo ao fundo (cerca de 1939)


Geografia - Postais de Portugal - Abrantes - O postal com o carimbo da censura (16 Maio 1917).


Geografia - Postais de Portugal - Abrantes - Vista geral. Postal carimbado pela censura


Geografia - Postais de Portugal - Abrantes - Monumento aos Mortos da Grande Guerra.


Geografia - Postais de Portugal - Abrantes - Ponte do Rio Tejo vista do Rossio ao Sul de Abrantes


Geografia - Postais de Portugal - Abrantes - Margens de Arcès.


Geografia - Postais de Portugal - Abrantes - Um trecho de Abrançalha


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Geografia - Vídeo - A minha Fé é a minha Cultura - Fotógrafo Carlos Júnior

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