segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Furacões cada vez mais fortes

Desde 2005 que o oceano Atlântico não era tão castigado com ciclones tropicais. A temporada de 2008, iniciada a 1 de Junho e que terminou a 30 de Novembro, registou 17 ciclones, dos quais oito assumiram a forma de furacões, com ventos a atingirem velocidades superiores a 240 quilómetros por hora.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), entidade responsável pela observação destes fenómenos meteorológicos, alerta para o aumento da força destes furacões e consequente crescimento dos danos provocados.

Só este ano, o número de mortes directamente relacionadas com estas tempestades é superior a 800 e os prejuízos são incalculáveis, estimando-se terem superado os 35 mil milhões de euros.

"Segundo o painel intergovernamental para as alterações climáticas (IPPC), o número anual de ciclones tropicais tem-se mantido estável. O que se verifica, desde 1970, é uma tendência para serem cada vez mais intensos", explicou fonte do Instituto de Meteorologia, sublinhando existir uma "correlação com o aumento da temperatura da água do oceano na região dos trópicos".

Pela primeira vez na história das observações destes fenómenos – os primeiros dados remontam a 1851 –, seis ciclones tropicais tocaram o solo dos Estados Unidos (‘Dolly’, ‘Edouard’, ‘Fay’, ‘Gustav’, ‘Hanna’ e ‘Ike’). Recorde semelhante verificou-se em Cuba, que sofreu consequências de três grandes furacões (‘Gustav’, ‘Ike’ e ‘Paloma’). Os dados do NHC revelam também que esta foi a primeira temporada a registar furacões de forte intensidade (categoria três ou superior) em cinco meses consecutivos.

Apesar dos recordes, a temporada de 2008 ficou distante dos números verificados em 2005, quando se registaram mais de 2200 mortes e prejuízos superiores a 130 mil milhões de euros, totalizando 28 ciclones.

A temporada de furacões mais activa de sempre foi em 2005, totalizando 28 ciclones tropicais. Dos 15 que chegaram a furacões, quatro atingiram a categoria cinco na escala de Saffir-Simpson. Neste número encontra-se o furacão ‘Katrina’, o mais intenso de sempre na história do Atlântico.

As imagens de destruição impressionaram a comunidade internacional, levantando-se fortes críticas à intervenção da administração liderada por George W. Bush. Ainda hoje, o número exacto de mortes continua por apurar.

DISCURSO DIRECTO

"PORTUGAL ESTARÁ EM RISCO" (Costa Alves, Meteorologista)

Correio da Manhã – Como se explica o aumento de intensidade dos furacões?

Costa Alves – Pode ser enquadrado no fenómeno de aquecimento global. O grau de intensidade tem aumentado na medida que a atmosfera aquece a um ritmo mais acelerado do que o oceano. Em trinta anos, com as águas mais quentes o fenómeno será ainda mais intenso.

– Portugal está livre destes fenómenos?

– Dentro de vinte a trinta anos, poderemos ser alvo de sérios riscos. Nos Açores, com o aumento de categoria dos furacões que atravessam o arquipélago. No Continente, com as tempestades tropicais, que chegam ao nosso território já em perda de vitalidade, passarem a ser de categoria um, o que representa um risco elevado.

– Como será 2009?

– É uma incerteza. Não seria surpresa se fosse mais intensa, mas também não será se for mais tranquila.

André Pereira

sábado, 26 de setembro de 2015

Equilíbrio climático no Atlântico Norte


Um fenómeno essencial ao equilíbrio climático global, a mistura em profundidade de massas de água no Atlântico Norte, intensificou-se durante o Inverno 2007-2008 de forma "inesperada", indica um estudo publicado na revista ‘Nature’.


O fenómeno, conhecido como "convecção oceânica profunda" foi observado por uma equipa internacional de cientistas a 1800 metros de profundidade no Mar de Labrador (entre o Canadá e a Gronelândia) e a 1000 metros no Mar de Irminger (entre a Gronelândia e a Islândia) em níveis de intensidade que não eram atingidos desde 1994.

A convecção oceânica profunda contribui para a redistribuição de calor entre as regiões polares e equatoriais, contribuindo para o equilíbrio climático uma vez que o calor transportado pelas águas dos oceanos é um dos principais factores de influência no clima da Terra.

A Corrente do Golfo – que permite, por exemplo, que as costas da Irlanda sejam banhadas por águas temperadas e evita que o norte da Europa fique permanentemente coberto por gelo polar.

O estudo foi realizado a partir de dados recolhidos por sensores em todos os oceanos do Mundo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Estudo indica que as estações estão a antecipar-se dois dias

A Primavera começa a 21 de Março segundo as regras da Astronomia, mas quem estudar a variação das temperaturas do último século pode concluir que as estações têm vindo a antecipar-se cerca de dois dias, por isso não é de admirar vermos aves a migrar mais cedo.

Um artigo publicado amanhã na revista “Nature” investigou a variação da temperatura ao longo das estações do ano nas zonas temperadas do globo. Apesar de não se perceber muitos dos mecanismos que decretaram as mudanças nos últimos 50 anos, os investigadores acreditam que a causa é a intervenção humana.

“Temos cem anos onde existe um padrão muito natural da variabilidade [da temperatura], e depois vemos um grande afastamento desse padrão ao mesmo tempo que as temperaturas médias terrestres começam a aumentar, o que nos faz suspeitar que existe aqui uma causa humana”, disse em comunicado Alexandre Stine, primeiro autor do artigo e investigador na Universidade da Califórnia.

Os cientistas utilizaram dados compilados das temperaturas oceânicas e terrestres entre 1850 e 2007. A análise mostrou que nos últimos 50 anos os picos de calor no Verão e de frio no Inverno estão antecipar-se 1,7 dias, as temperaturas médias de Inverno estão a subir 1,8 graus célsius enquanto as do Verão só subiram 1 grau célsius e estas mudanças são menos sentidas nos oceanos do que nos continentes.

Parte disto pode ser explicado pela transferência de massas de ar quente dos oceanos para os continentes. Sabe-se também que a temperatura é um reflexo do aumento ou diminuição da radiação do sol com um atraso de 30 dias em terra e 60 dias no mar. Solos mais secos e o aumento de poluição podem diminuir o atraso e adiantar os picos de frio e calor. Segundo Stine, estas alterações são comparáveis às diferenças entre eras glaciares e eras não glaciares.


Nicolau Ferreira

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Alterações climáticas são “irreversíveis”

Uma equipa internacional de investigadores realizou um estudo publicado na edição de hoje da revista norte-americana 'Proceedings of the National Academy of Sciences' que defende que muitos efeitos nocivos das alterações climáticas são já irreversíveis.


O estudo, apoiado pelo Gabinete de Ciência do Departamento da Energia dos Estados Unidos da América, concluiu que, mesmo que as emissões de dióxido de carbono sejam travadas, as temperaturas globais continuarão elevadas até pelo menos ao ano 3000.



“As pessoas imaginavam que se deixássemos de emitir dióxido de carbono (CO2), o clima voltaria à normalidade em 100 ou 200 anos. Isso não é verdade”, assegura a principal autora do estudo, Susan Solomon, da Administração Nacional para os Oceanos e a Atmosfera dos EUA.
C.M

domingo, 20 de setembro de 2015

Um cenário irreversível de secas e subidas do nível do mar para os próximos mil anos

O cenário assustador já é bem conhecido: tempestades mais violentas, secas mais pronunciadas, subida das águas dos oceanos, degelo dos glaciares e da Antárctida. Tudo por causa do aquecimento global. Mas há outra novidade: mesmo que, ao longo das próximas décadas, todos os países do mundo consigam controlar as suas emissões de gases, o efeito de estufa, esse, não desaparece logo. Está cá para ficar por muitos séculos, dizem Susan Solomon, da National Atmospheric and Oceanic Administration norte-americana, e colegas de Suíça e França, num estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Os níveis de dióxido de carbono deverão permanecer elevados na atmosfera durante muito mais tempo do que os dos outros gases de estufa.

Isso não significa de forma alguma que os líderes mundiais devam desistir dos esforços de redução das emissões; torna-os ainda mais urgentes. “Penso que devemos encarar esta coisa mais como o lixo nuclear do que como as chuvas ácidas”, disse Solomon numa conferência de imprensa referida pelo jornal Washington Post. “Quanto mais [CO2] acrescentarmos, pior será. Quanto mais demorarmos a tomar decisões, mais irreversível será a mudança climática.”

“O nosso artigo mostra”, escrevem os cientistas na PNAS, “que as alterações climáticas que estão a ter lugar devido à crescente concentração de dióxido de carbono serão quase irreversíveis nos mil anos após a interrupção das emissões.” Isso porque, mesmo que as emissões parassem, as temperaturas diminuiriam muito paulatinamente porque os oceanos continuariam a libertar calor.

Um exemplo do impacto: se a concentração média de CO2 atmosférico (que é hoje de 385 ppmv, partes por milhão por volume) aumentar para 450 a 600 ppmv ao longo deste século, ocorrerão secas irreversíveis e uma subida inexorável do nível dos oceanos. Números muito plausíveis, uma vez que as projecções apontam para 550 ppmv de CO2 já em 2035 e que a meta estabelecida pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) é de estabilizar esses níveis em 450 ppmv.

Se os valores forem mais próximos de 600 ppmv, o sudoeste dos EUA, o Mediterrâneo e o Norte de África vão sofrer secas tão severas como as que assolaram as grandes planícies norte-americanas (o chamado Dust Bowl) nos anos 1930. Mesmo que sejam menores, as regiões subtropicais sofrerão secas irreversíveis. Quanto ao nível dos oceanos, poderá subir um metro ou mais até ao ano 3000 – e a equação não inclui o degelo dos glaciares e das regiões polares, apenas toma em conta a expansão térmica das águas.

“Os políticos costumam focar-se mais nos impactos mais incertos, mas potencialmente desastrosos, das alterações climáticas”, disse ainda Solomon. “Deveriam concentrar-se mais nas suas consequências mais previsíveis.”
Ana Gerschenfeld

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Clima: peritos corrigem cálculos e apontam para subida dos oceanos acima dos seis

Poderá ser pior do que se pensava, avisam hoje os especialistas na revista "Science". A subida do nível dos oceanos em caso de colapso da grande placa de gelo no Oeste da Antárctica poderá ultrapassar os 16 ou 17 pés previstos (cerca de cinco metros) e atingir 21 pés (quase seis metros e meio). Washington D.C., nos EUA, ficaria submerso. Segundo investigadores da Oregon State University e da Universidade de Toronto, muitas zonas costeiras seriam engolidas pelas águas e uma grande parte do Sul da Florida desaparecia. Ao que parece as anteriores previsões ignoraram algumas variáveis importantes.

O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) estimou que o colapso do grande manto de gelo no Oeste da Antárctica seria capaz de subir o nível dos oceanos em cerca de 16,5 pés. Esse tem sido o valor citado cada vez que se fala no assunto. No entanto, esta estimativa não terá tido em consideração alguns factores como a gravidade, alterações na rotação da Terra, entre outros. Segundo os peritos, a força exercida pela massa do manto de gelo tem uma repercussão na tracção gravitacional. “Um estudo feito há mais de 30 anos já apontava para este efeito gravitacional mas acabou por ser ignorado. Esqueceram-se dele quando fizeram as projecções para o futuro”, nota Peter Clark, professor de geociência na Oregon State University. Além deste factor, os especialistas juntaram ainda outras alterações aos cálculos anteriores. Segundo explicam, sem o peso daquela camada de gelo o eixo de rotação da terra pode ser desviado um terço de uma milha (530 metros), o que afectará a subida do nível dos oceanos em vários locais.

Com todas as forças que juntaram no cálculo, os cientistas concluem que se a placa colapsar o nível do mar desce na Antárctica e sobe no hemisfério Norte. Se este grande manto de gelo derreter, a subida do mar na Costa Este da América do Norte vai ter mais de um metro (cerca de 1,20m) do que estava previsto atingindo os 21 pés. Neste cenário, na Europa os oceanos subiriam cerca de 18 pés. “Se isto acontecesse, iríamos assistir a muitos outros impactos que vão muito além da subida do nível dos oceanos, incluindo o aumento da erosão costeira e tempestades, problemas com a salinização das águas, entre outros problemas”, refere Clark, prevendo ainda possíveis consequências noutros glaciares e placas de gelo.

Os especialistas sublinham que não é claro ainda quando (ou mesmo se) o colapso da placa pode acontecer. É um fenómeno que tem vindo a ser equacionado como consequência do aquecimento global mas que pode ter lugar daqui a centenas de anos ou até ocorrer apenas parcialmente. “No entanto, estes mesmos efeitos podem ser aplicados a qualquer quantidade de gelo que derreta no Oeste da Antárctica”, sublinha Peter Clark, frisando que topograficamente a placa encontra-se numa situação instável.

Em 2006, dois estudos publicados também na "Science" alertavam já para uma possível subida do nível dos oceanos a rondar os seis metros num horizonte temporal de cem anos. A previsão falava num degelo mais acelerado do que se pensava no Árctico e na Antárctica e baseava-se em trabalhos de análise de corais milenares e amostras de gelo e apoiados em modelos climáticos computacionais para fazer o preocupante aviso. O artigo publicado hoje na "Science" reforça esta projecção e parece corrigir definitivamente as anteriores previsões.

Andrea Cunha Freitas

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Gelo derrete cada vez mais depressa

O degelo nos pólos ocorre mais depressa do que o previsto com consequente subida do nível da água do mar e a aceleração do aquecimento global. Até 2100 o mar subirá 1,8 metros revelou o Centro Nacional de Estudos Espaciais de Toulouse, França. Estimativas anteriores, baseadas em medições efectuadas entre 1980 e 1999, apontavam para uma subida de 60 centímetros.


A divulgação dos resultados do estudo para o Ano Polar Internacional, realizado em 2007 e 2008 por milhares de cientistas, revelou ontem que o aquecimento da Antárctida "é maior do que o previsto, enquanto os gelos Árcticos estão a diminuir, ao mesmo tempo que na Gronelândia o gelo está a derreter mais rapidamente".

Em resultado do degelo a velocidade com que o nível do mar está a subir é o dobro da verificada no século XX. "Entre 1993 e 2008 a taxa média global de subida foi de 3,4 mm por ano, enquanto entre 1950 e 2000, a elevação média do mar era de 1,8 mm por ano", disse Anny Cazenave do Centro de Estudos de Toulouse.

Entretanto, cientistas do Centro de Vigilância Britânico da Antárctica descobriram que por debaixo da camada de gelo de três quilómetros do Pólo Sul se esconde uma cordilheira semelhante aos Alpes.

Segundo o geofísico Fausto Ferraccioli, os mapas que a sua equipa realizou são "a primeira página de um novo livro", cujo objectivo final é ajudar a prever como vão reagir os glaciares do Pólo Sul perante as alterações climáticas e consequente subida da água do mar.

João Saramago

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Geografia - Ficha Informativa sobre a Estrutura Vertical da Atmosfera

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domingo, 6 de setembro de 2015

Geografia - Teste de Avaliação


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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Geografia - Batalha Naval / Latitude e Longitude


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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Geografia - Teste Diagnóstico do 7ºAno


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