sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Geografia - Ficha de Trabalho sobre a Temperatura


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Geografia - Ficha de Trabalho sobre Latitude e Longitude


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Geografia - Questionário sobre alterações climáticas 5


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box

sábado, 12 de dezembro de 2015

Geografia - Questionário sobre alterações climáticas 4


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Geografia - Questionário sobre alterações climáticas 3


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box

domingo, 6 de dezembro de 2015

Geografia - Questionário sobre alterações climáticas 2


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Geografia - Ficha de Avaliação


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Estações Meteorológicas Clássicas


Parques Meteorológicos
Apresenta-se uma descrição resumida dos principais equipamentos e sistemas meteorológicos instalados no Centro de Coordenação de Évora para a execução dos programas de observação para fins sinóticos e climatológicos.
O parque meteorológico é o recinto onde são instalados e permanecem em funcionamento todos os equipamentos de uma estação meteorológica. A escolha do local obedece a critérios técnicos, estabelecidos a nível mundial, que correspondem à existência de condições adequadas para a utilização dos equipamentos e em particular de condições para uma boa exposição dos sensores meteorológicos e da garantia da continuação das mesmas.

- Abrigo Meteorológico
- Termo-Higrógrafo
- Termómetros de Profundidade
- Termómetro de Temperatura Máxima e Mínima do Ar
- Termómetro de Temperatura Mínima da Relva
- Evaporímetro de Piche

Observação da Precipitação
O objetivo da medição de precipitação é obter o máximo de informação possível sobre a quantidade de precipitação caída num dado intervalo de tempo. É também necessário determinar a sua distribuição no tempo e no espaço.
A quantidade de precipitação que atinge o solo num dado intervalo de tempo exprime-se pela altura que atingiria numa superfície horizontal, à superfície do Globo sob condição de não haver perdas nem por infiltração, nem por evaporação, nem por escoamento. Além disso, a precipitação caída sob a forma de neve ou gelo é tratada como se estivesse fundida, e portanto, no estado liquido.
O principal objetivo de qualquer método de medição da precipitação é obter uma amostra verdadeiramente representativa da precipitação caída sobre a região a que se refere a medição.

A quantidade de precipitação é medida em milímetros.
- Udómetro
- Heliógrafo
- Udográfo
- Anemómetro e Catavento
- Evaporímetro (TINA Classe A)
- Pressão Atmosférica

sábado, 28 de novembro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Clássicas - Termo-Higrógrafo


Instrumento para registo da temperatura e da humidade do ar.
Utiliza como sensores, para a temperatura, uma lâmina metálica especial, e para a humidade, um feixe de cabelos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Geografia - Powerpoint sobre o Litoral - Espaço de Contacto entre a Terra e o Mar


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box



sábado, 21 de novembro de 2015

Geografia - Powerpoint sobre Alterações Climáticas


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Geografia - Powerpoint sobre O Clima e as Formações Vegetais


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box



terça-feira, 17 de novembro de 2015

Geografia - Powerpoint sobre os Elementos do Mapa


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box



domingo, 15 de novembro de 2015

Geografia - Powerpoint sobre os Rios


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Geografia - Powerpoint sobre Orientação


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Geografia - Ficha de Trabalho


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Geografia - Ficha Formativa


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Clássicas - Termómetro de temperatura máxima e mínima


Termómetro de temperatura máxima
É um termómetro de mercúrio que tem um estrangulamento do tubo capilar entre o reservatório e o início da escala, permitindo a passagem forçada do mercúrio para o lado da escala quando a temperatura sobe, impedindo o seu regresso natural ao reservatório, quando a temperatura baixa. A coluna de mercúrio no tubo capilar fica retida e a sua extremidade indica a temperatura máxima num determinado período.

Termómetro de temperatura mínima
O termómetro de mínima utilizado é o de álcool tendo no seio do líquido transparente um indicador de vidro opaco e escuro (estilete), com cerca de 1.5 cm de comprimento. Quando a temperatura desce o estilete é arrastado por aderência ao menisco da coluna líquida, devido às forças de tensão superficial; logo que a temperatura começa a subir o estilete fica retido na posição correspondente ao valor mais baixo atingido pelo extremo da coluna, devido ao ligeiro atrito do estilete nas paredes do tubo capilar. Para preparar este termómetro inclina-se, com o respetivo reservatório para cima, até que a extremidade do estilete toque no menisco da coluna líquida, instalando-o de seguida no abrigo horizontalmente.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Clássicas - Termómetro de Temperatura Mínima de Relva



Este instrumento indica a temperatura mínima do ar junto ao solo.
É constituído por um termómetro de mínima de álcool, semelhante ao termómetro de mínima do ar. Este instrumento é exposto horizontalmente sobre relva curta, com o depósito quase em contacto com as folhas da relva.

domingo, 1 de novembro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Clássicas - Heliógrafo


Instrumento para o registo da duração de sol descoberto (insolação).
É composto por uma lente esférica que concentra os raios solares sobre uma tira de papel (cartões), produzindo nesta traços de carbonização sempre que o sol está descoberto.
Estes cartões são mudados e analisados diariamente, em horas e décimos.
O suporte esférico dos cartões é provido de três pares de fendas para colocação de três tipos de cartões (Equinociais, Inverno e Verão) a utilizar durante o ano de acordo com a declinação do sol.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Automáticas - Temperatura do Ar a 5 cm e Temperatura do Solo


Estes sensores permitem medir a temperatura mínima do ar a 5cm e da temperatura do solo a diferentes profundidades (–5cm, –10cm, -20cm, -50cm e –100cm) e são utilizados na rede nacional de estações meteorológicas automáticas.
Têm como elemento sensível uma resistência de platina (PT100) devidamente calibrada e estável na gama de temperaturas possíveis; encontram-se protegidos por um invólucro de aço à prova de água que o protege contra a corrosão e simultaneamente proporcionam o equilíbrio térmico entre o sensor e o solo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Clássicas - Anemómetro e Catavento


Instrumento que permite medir o rumo e a intensidade do vento à superfície.
O rumo do vento é considerado como sendo a direção e sentido donde vem o vento e pode exprimir-se em oito, dezasseis ou trinta e dois rumos da rosa-dos-ventos ou em graus ou dezenas de grau a partir do Norte Geográfico.
A intensidade do vento é o módulo da velocidade de deslocação do ar e exprime-se geralmente em m/s, Km/h ou em nós. Utiliza como sensores um catavento (rumo) e um molinete de conchas (intensidade).

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Clássicas - Pressão Atmosférica

Barógrafo
Neste instrumento o dispositivo indicador é um gráfico. É composto por um conjunto de cápsulas de Vidi de aço temperado. Cápsula de Vidi é um sensor de pressão constituído por uma caixa estanque, mais ou menos esvaziada de ar, formada por discos, com nervuras concêntricas soldados pelos bordos, de modo que a espessura desta varie com a pressão exterior.


Barómetro
Os barómetros de mercúrio são aparelhos utilizados para a medição da pressão atmosférica.
O princípio fundamental consiste em equilibrar o peso da coluna de ar atmosférico com o peso de uma coluna de mercúrio (experiência de Torricelli).

sábado, 24 de outubro de 2015

Geografia - Powerpoint sobre a Localização


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box



sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Automáticas - Pressão Atmosférica

O sensor da pressão atmosférica DPA21 da Vaisala, utilizado na rede nacional de estações meteorológicas automáticas do IM, encontra-se instalado no interior do sistema de aquisição de dados MILOS500. O sensor é constituído por três cápsulas aneroides, ligadas a um circuito eletrónico e funcionam de forma independente, a fim de garantir maior exatidão nos valores da pressão atmosférica.
Se o valor registado por uma das três cápsulas aneroides ultrapassar um determinado limite pré-estabelecido em relação às restantes cápsulas, esse valor é excluído; este tipo de funcionamento permite maior rigor e fiabilidade nos valores da pressão atmosférica.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Automáticas - Temperatura e Humidade relativa do Ar


Estes dois sensores, da temperatura e da humidade relativa do ar, funcionam de forma combinada e encontram-se protegidos por um filtro poroso o qual garante que ambos se encontrem nas mesmas condições e protegidos contra poeiras e poluição atmosférica.
Para evitar a exposição direta dos sensores à chuva e aos raios solares e também garantir que os elementos sensíveis recebam ventilação natural adequada para permitir o equilíbrio com a atmosfera à sua volta, o conjunto é protegido por um abrigo de plástico ou de fibra de vidro.
O elemento sensível da temperatura do ar é uma resistência de platina (PT100) devidamente calibrada e de grande estabilidade para os valores da resistência, na gama de temperaturas do ar possíveis à superfície terrestre. As variações da resistência são medidas por um circuito eletrónico que apresenta uma saída em tensão que é convertida em graus Celsius.
O elemento sensível da humidade relativa do ar é uma película higroscópica (polímero) colocada entre dois elétrodos, constituindo um condensador. A capacidade depende da humidade absorvida pela película higroscópica e representa a humidade relativa do ar.
Os valores da capacidade medidos são convertidos em humidade relativa do ar. Os sensores utilizados na rede nacional de estações meteorológicas automáticas são o HMP45 da Vaisala e os da rede urbana de estações meteorológicas automáticas são da marca THIES e têm princípio de funcionamento semelhante.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Automáticas - Anemómetro


O anemómetro utilizado na rede nacional de estações meteorológicas automáticas é o WAA 15A da Vaisala, de três conchas, de elevada resposta e baixo limiar de arranque. O transdutor consiste num disco dentado acoplado ao corpo do anemómetro; o disco roda entre um foto-transmissor e um recetor instalado num circuito. Quando o disco roda, o feixe de luz dá origem a um pulso de frequência que é proporcional à intensidade do vento.
Nos anemómetros da rede urbana de estações meteorológicas, de três conchas, é utilizado um sistema diferente, da marca GILL MICROVANE: o eixo do sensor está diretamente ligado a um disco rotativo de um dínamo ou de um alternador, o qual produz uma corrente elétrica que é proporcional à velocidade de rotação do sensor e, por conseguinte, do vento. Este sistema permite a indicação e o registo da intensidade do vento, através de um sistema de aquisição de dados (DT50).

sábado, 10 de outubro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Automáticas - Detector de Precipitação


O sensor utilizado na rede nacional de estações meteorológicas automáticas é o DRD11 da Vaisala o qual permite uma deteção rápida e precisa do início e do fim do período de precipitação, com base na deteção de gotas de chuva.
O princípio capacitivo utiliza uma placa RainCup e permite, quando molhado, num intervalo inferior a 1 minuto entrar no estado desligado. Este sensor contém um sistema de aquecimento interno para assegurar que a superfície sensível de deteção seque rapidamente, o que permite também uma proteção da superfície relativamente a períodos com nevoeiro e água condensada.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Clássicas - Abrigo Meteorológico


É utilizado para proteger os sensores de temperatura da radiação.
É constituído por uma caixa de paredes de persianas duplas, dispostas de forma que não haja incidência direta da radiação solar, das nuvens, do solo e de outros objetos circundantes.
O fundo tem aberturas e o teto tem duas placas afastadas, proporcionando uma eficaz circulação do ar.
É pintado de branco, quer interna como externamente, minimizando desta forma a absorção de radiação e aumentando a refletividade.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Automáticas - Radiação Solar Global


O sensor da radiação solar global utilizado na rede nacional do IM é o CM11 da marca Kipp & Zonen. Consiste num radiómetro desenvolvido para medir a irradiância numa superfície plana, resultante do fluxo radiativo na banda de comprimentos de onda entre 310 nm e 2800nm. Os piranómetros utilizados na rede urbana de estações meteorológicas automáticas são da marca Mc. Van Instruments e o princípio de funcionamento é semelhante ao utilizados na rede Nacional; medem a irradiância numa superfície plana, resultante do fluxo radiativo na banda de comprimentos de onda entre 300nm e 2650nm.
Este tipo de instrumentos é composto por dezenas de pilhas térmicas com múltiplas junções constituindo termopares de cobre e constantan. A pilha térmica está instalada no interior do corpo do sensor, em alumínio, estando expostos à radiação solar através de duas cúpulas de pirex. A termopilha fornece um sinal elétrico que é proporcional à diferença de temperatura entre uma superfície absorvente negra - “junção quente” - e a referência - “junção fria”.

domingo, 4 de outubro de 2015

Instrumentos Presentes nas Estações Meteorológicas Clássicas - Termómetros de Profundidade


Instrumentos para medição da temperatura do solo a diferentes profundidades: 5, 10, 20, 50 e 100 cm.
A temperatura do solo às profundidades de 5, 10 e 20 cm é medida com termómetros de mercúrio de capilar longo, fixos por suportes metálicos, que mantêm os reservatórios enterrados ás profundidades indicadas, estando a parte exterior do termómetro que contém a escala inclinada.
A temperatura do solo às profundidades de 50 cm e 1 m mede-se com termómetros móveis, suspensos por correntes dentro de tubos metálicos enterrados.
Os reservatórios de mercúrio destes termómetros móveis são envolvidos em cera, o que lhes confere uma inércia térmica suficiente para que o valor indicado da temperatura não se altere durante a remoção para leitura.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Furacões cada vez mais fortes

Desde 2005 que o oceano Atlântico não era tão castigado com ciclones tropicais. A temporada de 2008, iniciada a 1 de Junho e que terminou a 30 de Novembro, registou 17 ciclones, dos quais oito assumiram a forma de furacões, com ventos a atingirem velocidades superiores a 240 quilómetros por hora.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), entidade responsável pela observação destes fenómenos meteorológicos, alerta para o aumento da força destes furacões e consequente crescimento dos danos provocados.

Só este ano, o número de mortes directamente relacionadas com estas tempestades é superior a 800 e os prejuízos são incalculáveis, estimando-se terem superado os 35 mil milhões de euros.

"Segundo o painel intergovernamental para as alterações climáticas (IPPC), o número anual de ciclones tropicais tem-se mantido estável. O que se verifica, desde 1970, é uma tendência para serem cada vez mais intensos", explicou fonte do Instituto de Meteorologia, sublinhando existir uma "correlação com o aumento da temperatura da água do oceano na região dos trópicos".

Pela primeira vez na história das observações destes fenómenos – os primeiros dados remontam a 1851 –, seis ciclones tropicais tocaram o solo dos Estados Unidos (‘Dolly’, ‘Edouard’, ‘Fay’, ‘Gustav’, ‘Hanna’ e ‘Ike’). Recorde semelhante verificou-se em Cuba, que sofreu consequências de três grandes furacões (‘Gustav’, ‘Ike’ e ‘Paloma’). Os dados do NHC revelam também que esta foi a primeira temporada a registar furacões de forte intensidade (categoria três ou superior) em cinco meses consecutivos.

Apesar dos recordes, a temporada de 2008 ficou distante dos números verificados em 2005, quando se registaram mais de 2200 mortes e prejuízos superiores a 130 mil milhões de euros, totalizando 28 ciclones.

A temporada de furacões mais activa de sempre foi em 2005, totalizando 28 ciclones tropicais. Dos 15 que chegaram a furacões, quatro atingiram a categoria cinco na escala de Saffir-Simpson. Neste número encontra-se o furacão ‘Katrina’, o mais intenso de sempre na história do Atlântico.

As imagens de destruição impressionaram a comunidade internacional, levantando-se fortes críticas à intervenção da administração liderada por George W. Bush. Ainda hoje, o número exacto de mortes continua por apurar.

DISCURSO DIRECTO

"PORTUGAL ESTARÁ EM RISCO" (Costa Alves, Meteorologista)

Correio da Manhã – Como se explica o aumento de intensidade dos furacões?

Costa Alves – Pode ser enquadrado no fenómeno de aquecimento global. O grau de intensidade tem aumentado na medida que a atmosfera aquece a um ritmo mais acelerado do que o oceano. Em trinta anos, com as águas mais quentes o fenómeno será ainda mais intenso.

– Portugal está livre destes fenómenos?

– Dentro de vinte a trinta anos, poderemos ser alvo de sérios riscos. Nos Açores, com o aumento de categoria dos furacões que atravessam o arquipélago. No Continente, com as tempestades tropicais, que chegam ao nosso território já em perda de vitalidade, passarem a ser de categoria um, o que representa um risco elevado.

– Como será 2009?

– É uma incerteza. Não seria surpresa se fosse mais intensa, mas também não será se for mais tranquila.

André Pereira

sábado, 26 de setembro de 2015

Equilíbrio climático no Atlântico Norte


Um fenómeno essencial ao equilíbrio climático global, a mistura em profundidade de massas de água no Atlântico Norte, intensificou-se durante o Inverno 2007-2008 de forma "inesperada", indica um estudo publicado na revista ‘Nature’.


O fenómeno, conhecido como "convecção oceânica profunda" foi observado por uma equipa internacional de cientistas a 1800 metros de profundidade no Mar de Labrador (entre o Canadá e a Gronelândia) e a 1000 metros no Mar de Irminger (entre a Gronelândia e a Islândia) em níveis de intensidade que não eram atingidos desde 1994.

A convecção oceânica profunda contribui para a redistribuição de calor entre as regiões polares e equatoriais, contribuindo para o equilíbrio climático uma vez que o calor transportado pelas águas dos oceanos é um dos principais factores de influência no clima da Terra.

A Corrente do Golfo – que permite, por exemplo, que as costas da Irlanda sejam banhadas por águas temperadas e evita que o norte da Europa fique permanentemente coberto por gelo polar.

O estudo foi realizado a partir de dados recolhidos por sensores em todos os oceanos do Mundo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Estudo indica que as estações estão a antecipar-se dois dias

A Primavera começa a 21 de Março segundo as regras da Astronomia, mas quem estudar a variação das temperaturas do último século pode concluir que as estações têm vindo a antecipar-se cerca de dois dias, por isso não é de admirar vermos aves a migrar mais cedo.

Um artigo publicado amanhã na revista “Nature” investigou a variação da temperatura ao longo das estações do ano nas zonas temperadas do globo. Apesar de não se perceber muitos dos mecanismos que decretaram as mudanças nos últimos 50 anos, os investigadores acreditam que a causa é a intervenção humana.

“Temos cem anos onde existe um padrão muito natural da variabilidade [da temperatura], e depois vemos um grande afastamento desse padrão ao mesmo tempo que as temperaturas médias terrestres começam a aumentar, o que nos faz suspeitar que existe aqui uma causa humana”, disse em comunicado Alexandre Stine, primeiro autor do artigo e investigador na Universidade da Califórnia.

Os cientistas utilizaram dados compilados das temperaturas oceânicas e terrestres entre 1850 e 2007. A análise mostrou que nos últimos 50 anos os picos de calor no Verão e de frio no Inverno estão antecipar-se 1,7 dias, as temperaturas médias de Inverno estão a subir 1,8 graus célsius enquanto as do Verão só subiram 1 grau célsius e estas mudanças são menos sentidas nos oceanos do que nos continentes.

Parte disto pode ser explicado pela transferência de massas de ar quente dos oceanos para os continentes. Sabe-se também que a temperatura é um reflexo do aumento ou diminuição da radiação do sol com um atraso de 30 dias em terra e 60 dias no mar. Solos mais secos e o aumento de poluição podem diminuir o atraso e adiantar os picos de frio e calor. Segundo Stine, estas alterações são comparáveis às diferenças entre eras glaciares e eras não glaciares.


Nicolau Ferreira

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Alterações climáticas são “irreversíveis”

Uma equipa internacional de investigadores realizou um estudo publicado na edição de hoje da revista norte-americana 'Proceedings of the National Academy of Sciences' que defende que muitos efeitos nocivos das alterações climáticas são já irreversíveis.


O estudo, apoiado pelo Gabinete de Ciência do Departamento da Energia dos Estados Unidos da América, concluiu que, mesmo que as emissões de dióxido de carbono sejam travadas, as temperaturas globais continuarão elevadas até pelo menos ao ano 3000.



“As pessoas imaginavam que se deixássemos de emitir dióxido de carbono (CO2), o clima voltaria à normalidade em 100 ou 200 anos. Isso não é verdade”, assegura a principal autora do estudo, Susan Solomon, da Administração Nacional para os Oceanos e a Atmosfera dos EUA.
C.M

domingo, 20 de setembro de 2015

Um cenário irreversível de secas e subidas do nível do mar para os próximos mil anos

O cenário assustador já é bem conhecido: tempestades mais violentas, secas mais pronunciadas, subida das águas dos oceanos, degelo dos glaciares e da Antárctida. Tudo por causa do aquecimento global. Mas há outra novidade: mesmo que, ao longo das próximas décadas, todos os países do mundo consigam controlar as suas emissões de gases, o efeito de estufa, esse, não desaparece logo. Está cá para ficar por muitos séculos, dizem Susan Solomon, da National Atmospheric and Oceanic Administration norte-americana, e colegas de Suíça e França, num estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Os níveis de dióxido de carbono deverão permanecer elevados na atmosfera durante muito mais tempo do que os dos outros gases de estufa.

Isso não significa de forma alguma que os líderes mundiais devam desistir dos esforços de redução das emissões; torna-os ainda mais urgentes. “Penso que devemos encarar esta coisa mais como o lixo nuclear do que como as chuvas ácidas”, disse Solomon numa conferência de imprensa referida pelo jornal Washington Post. “Quanto mais [CO2] acrescentarmos, pior será. Quanto mais demorarmos a tomar decisões, mais irreversível será a mudança climática.”

“O nosso artigo mostra”, escrevem os cientistas na PNAS, “que as alterações climáticas que estão a ter lugar devido à crescente concentração de dióxido de carbono serão quase irreversíveis nos mil anos após a interrupção das emissões.” Isso porque, mesmo que as emissões parassem, as temperaturas diminuiriam muito paulatinamente porque os oceanos continuariam a libertar calor.

Um exemplo do impacto: se a concentração média de CO2 atmosférico (que é hoje de 385 ppmv, partes por milhão por volume) aumentar para 450 a 600 ppmv ao longo deste século, ocorrerão secas irreversíveis e uma subida inexorável do nível dos oceanos. Números muito plausíveis, uma vez que as projecções apontam para 550 ppmv de CO2 já em 2035 e que a meta estabelecida pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) é de estabilizar esses níveis em 450 ppmv.

Se os valores forem mais próximos de 600 ppmv, o sudoeste dos EUA, o Mediterrâneo e o Norte de África vão sofrer secas tão severas como as que assolaram as grandes planícies norte-americanas (o chamado Dust Bowl) nos anos 1930. Mesmo que sejam menores, as regiões subtropicais sofrerão secas irreversíveis. Quanto ao nível dos oceanos, poderá subir um metro ou mais até ao ano 3000 – e a equação não inclui o degelo dos glaciares e das regiões polares, apenas toma em conta a expansão térmica das águas.

“Os políticos costumam focar-se mais nos impactos mais incertos, mas potencialmente desastrosos, das alterações climáticas”, disse ainda Solomon. “Deveriam concentrar-se mais nas suas consequências mais previsíveis.”
Ana Gerschenfeld

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Clima: peritos corrigem cálculos e apontam para subida dos oceanos acima dos seis

Poderá ser pior do que se pensava, avisam hoje os especialistas na revista "Science". A subida do nível dos oceanos em caso de colapso da grande placa de gelo no Oeste da Antárctica poderá ultrapassar os 16 ou 17 pés previstos (cerca de cinco metros) e atingir 21 pés (quase seis metros e meio). Washington D.C., nos EUA, ficaria submerso. Segundo investigadores da Oregon State University e da Universidade de Toronto, muitas zonas costeiras seriam engolidas pelas águas e uma grande parte do Sul da Florida desaparecia. Ao que parece as anteriores previsões ignoraram algumas variáveis importantes.

O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) estimou que o colapso do grande manto de gelo no Oeste da Antárctica seria capaz de subir o nível dos oceanos em cerca de 16,5 pés. Esse tem sido o valor citado cada vez que se fala no assunto. No entanto, esta estimativa não terá tido em consideração alguns factores como a gravidade, alterações na rotação da Terra, entre outros. Segundo os peritos, a força exercida pela massa do manto de gelo tem uma repercussão na tracção gravitacional. “Um estudo feito há mais de 30 anos já apontava para este efeito gravitacional mas acabou por ser ignorado. Esqueceram-se dele quando fizeram as projecções para o futuro”, nota Peter Clark, professor de geociência na Oregon State University. Além deste factor, os especialistas juntaram ainda outras alterações aos cálculos anteriores. Segundo explicam, sem o peso daquela camada de gelo o eixo de rotação da terra pode ser desviado um terço de uma milha (530 metros), o que afectará a subida do nível dos oceanos em vários locais.

Com todas as forças que juntaram no cálculo, os cientistas concluem que se a placa colapsar o nível do mar desce na Antárctica e sobe no hemisfério Norte. Se este grande manto de gelo derreter, a subida do mar na Costa Este da América do Norte vai ter mais de um metro (cerca de 1,20m) do que estava previsto atingindo os 21 pés. Neste cenário, na Europa os oceanos subiriam cerca de 18 pés. “Se isto acontecesse, iríamos assistir a muitos outros impactos que vão muito além da subida do nível dos oceanos, incluindo o aumento da erosão costeira e tempestades, problemas com a salinização das águas, entre outros problemas”, refere Clark, prevendo ainda possíveis consequências noutros glaciares e placas de gelo.

Os especialistas sublinham que não é claro ainda quando (ou mesmo se) o colapso da placa pode acontecer. É um fenómeno que tem vindo a ser equacionado como consequência do aquecimento global mas que pode ter lugar daqui a centenas de anos ou até ocorrer apenas parcialmente. “No entanto, estes mesmos efeitos podem ser aplicados a qualquer quantidade de gelo que derreta no Oeste da Antárctica”, sublinha Peter Clark, frisando que topograficamente a placa encontra-se numa situação instável.

Em 2006, dois estudos publicados também na "Science" alertavam já para uma possível subida do nível dos oceanos a rondar os seis metros num horizonte temporal de cem anos. A previsão falava num degelo mais acelerado do que se pensava no Árctico e na Antárctica e baseava-se em trabalhos de análise de corais milenares e amostras de gelo e apoiados em modelos climáticos computacionais para fazer o preocupante aviso. O artigo publicado hoje na "Science" reforça esta projecção e parece corrigir definitivamente as anteriores previsões.

Andrea Cunha Freitas

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Gelo derrete cada vez mais depressa

O degelo nos pólos ocorre mais depressa do que o previsto com consequente subida do nível da água do mar e a aceleração do aquecimento global. Até 2100 o mar subirá 1,8 metros revelou o Centro Nacional de Estudos Espaciais de Toulouse, França. Estimativas anteriores, baseadas em medições efectuadas entre 1980 e 1999, apontavam para uma subida de 60 centímetros.


A divulgação dos resultados do estudo para o Ano Polar Internacional, realizado em 2007 e 2008 por milhares de cientistas, revelou ontem que o aquecimento da Antárctida "é maior do que o previsto, enquanto os gelos Árcticos estão a diminuir, ao mesmo tempo que na Gronelândia o gelo está a derreter mais rapidamente".

Em resultado do degelo a velocidade com que o nível do mar está a subir é o dobro da verificada no século XX. "Entre 1993 e 2008 a taxa média global de subida foi de 3,4 mm por ano, enquanto entre 1950 e 2000, a elevação média do mar era de 1,8 mm por ano", disse Anny Cazenave do Centro de Estudos de Toulouse.

Entretanto, cientistas do Centro de Vigilância Britânico da Antárctica descobriram que por debaixo da camada de gelo de três quilómetros do Pólo Sul se esconde uma cordilheira semelhante aos Alpes.

Segundo o geofísico Fausto Ferraccioli, os mapas que a sua equipa realizou são "a primeira página de um novo livro", cujo objectivo final é ajudar a prever como vão reagir os glaciares do Pólo Sul perante as alterações climáticas e consequente subida da água do mar.

João Saramago

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Geografia - Ficha Informativa sobre a Estrutura Vertical da Atmosfera

Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box


domingo, 6 de setembro de 2015

Geografia - Teste de Avaliação


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box
 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Geografia - Batalha Naval / Latitude e Longitude


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box

 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Geografia - Teste Diagnóstico do 7ºAno


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Geografia - Teste de Avaliação


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box

 

sábado, 29 de agosto de 2015

Geografia - Teste de Avaliação


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box
 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Geografia - Resumo da Matéria


Download 1 - Dropbox
Download 2 - Mega
Download 3 - Google Drive
Download 4 - Box


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Bloco de gelo gigante à deriva

Um bloco de gelo com mais de 14 mil quilómetros quadrados – o equivalente à área dos distritos de Beja e de Faro – desprendeu-se da plataforma Wilkins, no Antárctico, encontrando-se à deriva no mar de Bellingshausen, no Pólo Sul. Há menos de um mês, a British Antarctic Survey (BAS) alertava para esta possibilidade, dizendo que era um milagre ainda não se ter soltado da plataforma continental.

Investigadores do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha, a bordo do barco ‘Hespérides’, encontravam-se no local a analisar o ritmo a que se processava o degelo, consequência das alterações climáticas.

Gonçalo Vieira, cientista português com investigações na região antárctica, sublinhou a rapidez com que estes fenómenos se estão a verificar. 'A velocidade a que se processam estas mudanças é surpreendente. Em 2002, a plataforma Larsen colapsou em poucas semanas, mas numa área bem mais a norte. A Wilkins está mais a sul, onde as temperaturas deveriam ser inferiores. É preocupante este aumento de temperatura', afirmou o investigador que esteve há duas semanas na região onde este fenómeno se verificou.

Os investigadores espanhóis acreditam que a subida do nível do mar verificada com a fusão deste iceberg com 14 mil km2 será de 2 milímetros.


A fusão desta plataforma irá libertar nutrientes que vão estimular o aumento de plancton, produzindo maior quantidade de alimento para as espécies locais.

O fluxo dos glaciares terrestres em direcção ao mar vai aumentar com a ausência deste bloco de gelo que funcionava como um travão.

André Pereira

domingo, 23 de agosto de 2015

Ano Polar Internacional acabou depois de estudar tudo o que vai dos micróbios às tempestades

Nas profundezas dos mares, polvos de variadas espécies ficaram agora a saber que não estão sós no mundo. Lá em baixo, no oceano austral, vivem ainda os descendentes daqueles que lhes deram origem, há uns 33 milhões de anos. Esta é apenas uma, entre centenas, de descobertas científicas obtidas ao longo do Ano Polar Internacional, que hoje teve o fim oficial.

“Um sucesso”, descrevem os organizadores. Há mais de 50 anos que não havia um esforço deste nível. Uma iniciativa que envolveu 60 países — entre os quais Portugal —, 160 projectos científicos e 940 milhões de euros, levou a que a investigadores de todas as áreas — de base física, natural, social e humanista — se dedicassem a estudar os pólos.

O gelo, o clima, os habitantes nativos, a vida natural, os poluentes, as correntes, nada ficou de fora desta iniciativa. Ontem, a Organização Meteorológica Mundial e o Conselho Internacional para a Ciência lançaram o relatório sobre o Estado da Investigação Polar, onde se dá conta de algumas destas descobertas.

Muitos dos dados recolhidos darão ainda azo a anos de trabalho. Mas há muitas conclusões que já se podem tirar. Uma das mais importantes diz respeito ao impacto das alterações climáticas. Avaliações aprofundadas das calotes polares da Antárctida e Gronelândia tornaram “evidente que estas estão a perder massa e a contribuir para o aumento do nível do mar.”

A Norte, o Árctico já não oferece dúvidas sobre as modificações que sofre. Durante o Ano Polar, a extensão mínima de gelo no Verão diminuiu cerca de um milhão de quilómetros quadrados em relação ao menor valor que já tinha sido observado através de satélite. No meio do Inverno, a camada de gelo era inusitadamente fina.

Observando as relações entre a atmosfera e o oceano, acumulou-se conhecimentos para melhor prever rotas e intensidades das tempestades. Seguiu-se a rota dos poluentes, para perceber como o que se despeja num ponto do globo pode chegar a outro, contaminando toda a cadeia alimentar até que, por fim, várias das piores substâncias regressam a casa do poluidor, e lhe são servidas à mesa.

Foram visitadas zonas não avistadas há 50 anos, usaram-se técnicas que permitem um estudo a uma grande escala e cruzaram-se informações de várias disciplinas. Descobriu-se uma imensa variedade de formas de vida e confirmou-se que já há espécies a migrarem em direcção aos pólos, fugindo do aquecimento nas águas onde costumavam viver.

Já outros sentem mais dificuldades de adaptação. É o caso das renas no Árctico, afectadas quer pelas mudanças no clima quer pela ocupação do seu habitat pelos homens.

No final deste esforço, todos apelam a que se continue a incentivar a investigação polar, cada vez mais urgente já que se comprovou que o que acontece nestas regiões afecta todo o mundo.

Em finais de Março, os trabalhos dos cientistas portugueses serão divulgados em Lisboa.

Ana Fernandes

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Cientistas avisam que nível do mar pode subir mais do que o previsto

O nível do mar poderá subir mais do que se previa, alertaram ontem cientistas reunidos em Copenhaga. Segundo vários especialistas, os últimos cenários do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) são conservadores, não levando em conta factores agora melhor estudados.

O IPCC previa que o nível do mar poderia subir entre 18 e 59 centímetros, até 2100. Mas agora apontam-

-se valores maiores. "O limite superior do aumento do nível do mar até 2100 poderá ser de um metro acima da média global", disse Konrad Stef-fen, investigador da Universidade de Colorado, Estados Unidos.

Há, por exemplo, dados novos sobre a Gronelândia, cuja temperatura aumentou quatro graus Celsius desde 1991, segundo um artigo de Steffen - um dos 1600 que foram submetidos à conferência de Copenhaga. A área gelada que se funde no Oeste do continente aumentou em 30 por cento entre 1979 e 2008.

Dados recentes de satélites indicam que o nível do mar tem subido cerca de três milímetros por ano desde 1993. É um ritmo "muito acima da média do século XX", afirmou John Church, do Centro para Investigação Meteorológica e do Clima da Austrália, citado num comunicado.

A conferência de Copenhaga é organizada por de dez universidades da Dinamarca, Suíça, Austrália, Singapura, China, EUA, Reino Unido e Japão. O objectivo é produzir uma síntese do que há de novo, em termos de investigação, desde o último relatório do IPCC, divulgado em 2007 mas baseado na produção científica até 2005.

Uma das áreas em que o conhecimento avançou é precisamente a da subida do nível do mar. O programa da conferência inclui 39 trabalhos sobre o assunto. Segundo Eric Rignot, da Universidade Irvine na Califórnia, acredita-se hoje que a Gronelândia e a Antárctida estão a contribuir mais e mais rapidamente para a subida dos oceanos do que se imaginava.

Do outro lado do Atlântico, em Nova Iorque, uma outra conferência reúne cerca de 700 pessoas - incluindo cientistas, economistas e analistas políticos - em torno da tese de que não existe uma crise climática global. É a segunda reunião do género dos "cépticos" do aquecimento global, promovida pelo Instituto Heartland - que se define como defensor do mercado livre.

Para os cépticos, as alterações climáticas não são um problema, nem têm origem humana. Muitos defendem que a actividade do Sol é que comanda as variações climáticas ou que o aquecimento recente resulta da recuperação da "Pequena Idade do Gelo", que terminou em 1850. Os seus argumentos, até agora, não conseguiram convencer a maior parte da comunidade científica mundial.

Ricardo Garcia

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Plantas zangadas confirmam mudanças climáticas na Antárctida

Não queira ver o fitoplâncton zangado. Estas microscópicas plantas do mar estão na base de uma cadeia alimentar nas águas que cercam a península da Antárctida e quando estão infelizes, tudo o que depende delas pode sofrer as consequências, incluindo peixe e pinguins. Um novo estudo publicado ontem na Science revela que uma parte deste fitoplâncton tem ficado cada vez mais “chateado” nos últimos 30 anos.

Como a maioria das plantas, fitoplâncton precisa de alimento e luz do sul para sobreviver. Para as espécies que vivem longe da costa oeste da península da Antárctica, a obtenção destes meios essenciais tem sido um desafio cada vez maior, algo que se pode constatar com a diminuição de 12 por cento registada nas última três décadas nas populações de fitoplâncton.

Investigadores do EUA perceberam este dado olhando para informação recolhida por satélite para seguir as pistas da quantidade de clorofila – um sinal da fotossíntese do fitoplâncton. – nas águas ao sul da península da Antárctica que aponta na direcção da América do Sul. Esta área é um bom local para procurar sinais das mudanças climáticas porque, no Inverno, aquece mais rápido do que qualquer outro lugar na terra. O fitoplâncton é um excelente marcador para as mudanças climáticas porque respondem rapidamente, por vezes no espaço de apenas um dia, à variação do ambiente e também porque há uma longa cadeia alimentar que depende da sua sobrevivência

O sol faz o fitoplâncton feliz

Devido às alterações nos padrões da atmosfera que rodeia a península – possivelmente, devido às mudanças climáticas - há actualmente céu nublado onde antes havia sol e vice-versa, diz um dos autores do estudo Martim Montes-Hugo da Rutgers University. No sul da península, as nuvens estão a diminuir e o sol está a derreter o mar gelado, libertando mais água para o sol penetrar, afirmou Montes-Hugo à Reuters. “Há mais água e por isso há penetração da luz, por isso o fitoplâncton está feliz no sul”, referiu.

No norte da península há mais nuvens e o mar de gelo está ainda mais reduzido. Aqui, a mudança de padrões atmosféricos trouxe mais ventos para agitar as águas, o que leva o fitoplâncton para maiores profundidades. Nestes níveis mais profundos estas pequenas plantas captam menos sol. “Isto enfurece o fitoplâncton”, refere Montes-Hugo. Como ouras plantas, o fitoplâncton absorve os dióxido de carbono responsável pelo efeito de estufa. Menos fitoplâncton significa menos dióxido de carbono absorvido. Uma diminuição de fitoplâncton na península da Antárctida significa menos comida para os pequenos crustáceos que, por sua vez, servem de alimento a peixes e por aí em diante na cadeia alimentar que chega até aos pinguins e outros animais.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Experiência que lançou ferro ao oceano para retirar CO2 da atmosfera com poucos resultados

A maior investigação de fertilização dos oceanos com ferro para retirar parte do dióxido de carbono que existe em excesso na atmosfera não está a resultar, pelo menos nas condições feitas pela Lohafex.

O projecto conjunto entre a Alemanha e a Índia tinha como objectivo lançar cerca de seis toneladas de ferro no Oceano Antárctico para estimular o crescimento das algas, que fixam o CO2 atmosférico. Esperava-se que as algas se depositassem no fundo do oceano depois de morrerem, acumulando aí o CO2 fixado. Mas não, os cientistas da Lohafex adiantaram que pouco dióxido de carbono tinha saído do ciclo natural.

“Tinha havido esperança que fôssemos capazes de retirar algum do excesso de dióxido de carbono – num certo sentido voltar a pô-lo de onde ele veio, porque o petróleo que estamos a queimar era originalmente feito pelas algas”, explicou, citado pela BBC News Victor Smetack, do Instituto de Alfred Wegener na Bremerhaven. “Mas os nossos resultados mostram que a quantidade vai ser pequena, quase negligenciável.”

Os responsáveis da expedição sublinham que o projecto tem proporcionado muita informação científica, mas que a fertilização não teria impacte na redução do maior responsável pelo efeito de estufa da Terra, pelo menos naquele local.

O metal deitado ao mar, numa área de 300 quilómetros quadrados, iria estimular o crescimento do fitoplâncton – algas muito pequenas. Para crescerem e multiplicarem-se, as algas precisam do CO2, que retiram do ar. Há quase dez anos que se investiga nesta área e esperava-se que quando as algas morressem, o material orgânico se depositasse no fundo do oceano ficando aí acumulado o CO2 durante um longo período de tempo, longe da atmosfera.

Em vez disso o fitoplâncton passou a ser comido por copépodes – artrópodes minúsculos que fazem parte do zooplâncton – que por sua vez foram comidos por crustáceos maiores. A maioria do CO2 manteve-se assim na teia alimentar e voltou à atmosfera. Muito pouco foi acumulado no fundo dos oceanos. “Isto quer dizer que o Oceano Antárctico não pode sequestrar a quantidade de dióxido de carbono que esperávamos”, concluiu o professor Smetacek.

Uma questão importante é o tipo de algas que crescem quando existe mais ferro disponível no ambiente. Investigações que já foram feitas mostraram que o ferro promove o crescimento de diatomáceas, organismos com uma carapaça de sílica. Mas no local da experiência de Lohafex não havia sílica suficiente para o crescimento destes organismos.

Alguns cientistas já tinham argumentado que nem sempre é a (pouca) quantidade de ferro que limita o crescimento das algas, e previam que a aposta neste elemento seria ineficaz. Estes resultados parecem dar razão aos cientistas.

A Greenpeace esteve desde o início contra este projecto, argumentando que a expedição ia poluir o oceano ao lançar ferro para a água.

“Há duas coisas que nos preocupam”, disse David Santillo à BBC News, cientista da Greenpeace. “Primeiro, há um impacto directo das experiências, e à medida que a escala das experiências vai aumentando, há um potencial maior para que ocorram um impacto directo dessas experiências.”

“Mas a segunda preocupação, que é mais abrangente, é que se vamos continuar a trabalhar nisto como uma estratégia de mitigação climática, então estamos a olhar para um mundo onde dependemos da manipulação do oceano a uma escala realmente enorme e isso teria sem dúvida consequências grandes e possivelmente irreversíveis no ecossistema dos oceanos.”

No início do ano, o Governo alemão pôs o projecto em compasso de espera devido a estes avisos, mas posteriormente deu luz verde. Neste momento, a posição oficial do instituto é contra um uso sistemático do ferro para reduzir o gás. “Com base nos conhecimentos actuais, o Instituto Alfred Wegener opõe-se a uma utilização em larga escala de fertilização de ferro [no oceano] como objectivo de reduzir o CO2 para regular o clima”, diz um comunicado assinado pelo director do instituto, Karin Lochte.

A empresa Climos está a planear uma experiência com o mesmo sistema numa área ainda maior de 40.000 quilómetros quadrados no oceano. Espera receber subsídios através do mercado global de carbono se conseguir demonstrar através da técnica que pode sequestrar grandes quantidades de CO2.

sábado, 15 de agosto de 2015

Aumento súbito de partículas poluentes contribui para elevar risco de morte

O aumento súbito de pequenas partículas poluentes na atmosfera contribui para elevar o risco relativo de morte, revela o primeiro estudo realizado em Portugal para quantificar o efeito da poluição na mortalidade da população de um concelho.

O estudo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) insere-se no projecto RiskarLx e visou avaliar o efeito da poluição atmosférica por partículas na mortalidade dos residentes no concelho de Lisboa entre 2000 e 2004.

Como variáveis, os investigadores contabilizaram a concentração média diária de PM10 (partículas em suspensão na atmosfera com dimensão inferior a 10 microns - unidade que corresponde à milésima parte do milímetro), entre outras.

"O que se pretendeu compreender foi qual a influência da variação súbita das PM10 na mortalidade", explicou a investigadora do INSA Rita Nicolau, frisando que o "impacto é pequeno mas o efeito atinge muitas pessoas".

Do estudo concluiu-se que o acréscimo de 10 microgramas por metro cúbico de PM10 eleva o risco relativo da mortalidade em 0,66 por cento, considerando todas as idades e sexos.

Verificou-se também que o efeito nocivo da poluição atmosférica tende a agravar-se com a idade dos indivíduos.

O risco relativo de morte aumenta 0,85 por cento nos indivíduos com mais de 65 anos e 1,22 por cento nos indivíduos com mais de 75 anos.

Estes dados foram inferidos com base nos casos de mortalidade independentemente das suas causas, com exclusão dos acidentes.

O estudo analisou mais especificamente o efeito do aumento das PM10 nas mortes causadas por doenças do aparelho circulatório e respiratório.

Nas mortes causadas por doenças do aparelho circulatório, o estudo estima que o risco relativo suba para 1,15 por cento.

Quanto à mortalidade associada a doenças do aparelho respiratório, o estudo só permitiu determinar um aumento de risco para os mais idosos, que foi de 2,24 por cento nos indivíduos com mais de 75 anos.

O estudo visou a "poluição de fundo", aquela que é "permanente", e não directamente relacionada com tráfego, medida na estação dos Olivais.

O Projecto RiskarLX é financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e é coordenado pelo Departamento de Ciências Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Este estudo vai ser apresentado hoje no Instituto de Meteorologia a propósito do Dia Meteorológico Mundial, este ano dedicado ao tema "O tempo, o clima e o ar que respiramos".

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Árctico pode ficar sem gelo três vezes mais cedo do que se previa


O oceano Árctico pode ficar todo azul, quase sem gelo, três vezes mais cedo do que se previa, diz um novo estudo de cientistas norte-americanos. Uma nova análise de modelos computorizados, reunida com as mais recentes medições da quantidade de gelo que resta durante o Verão no Pólo Norte, indica que o Árctico pode perder a maior parte da sua cobertura gelada durante o Verão já daqui a 30 anos.

“O Árctico está a mudar mais rapidamente do que se antecipava”, comentou James Overland, um dos autores do artigo que em breve será publicado na revista científica “Geophysical Research Letters”. “Isto acontece devido à combinação da variabilidade natural com uma subida na temperatura do ar e do mar, causada pelo aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera”, diz Overland, citado num comunicado de imprensa da União de Geofísica Americana, que publica esta revista.

Mas o gelo não desaparecerá completamente na estação mais quente. Será é muito reduzido. No fim do Verão de 2037, a área coberta por gelo no Árctico pode ser apenas um milhão de quilómetros quadrados, quando hoje se estende por 4,6 milhões de quilómetros quadrados. 

E em que é que isto nos afecta? Por um lado, abrir-se-ão rotas para os navios de mercadorias, poupando milhares de quilómetros nas rotas que fazem a travessia do Pacífico para o Atlântico. E poderá ser mais fácil chegar a alguns recursos naturais nas zonas costeiras, como minerais e gás natural, ou petróleo. 

Mas provocará também grandes mudanças nos ecossistemas: por exemplo, desaparecimento de alguns recursos pesqueiros, que se movem mais para Norte. Mas isso também pode ser uma bênção, para os países que pescam mais para o topo do mundo. Outras plantas e animais, como os ursos polares, podem é ter neste desaparecimento dos gelos o seu momento final. 

Estas novas projecções baseiam-se na análise dos 23 modelos dos efeitos do aquecimento do planeta usados pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, um grupo que trabalha sob a égide das Nações Unidas). Desses, foram escolhidos seis, que representam de forma mais próxima da realidade o que se poderá passar com o gelo, explicou Muyin Wang, a principal autora do estudo. Esses foram comparados com as medições mais recentes do gelo no Árctico, de forma a calibrar as projecções.

Os seis modelos mostram que, quando a extensão de gelo se resume a 4,6 milhões de quilómetros quadrados no Verão (em 2007 até chegou a 4,3 milhões), começa a diminuir acentuadamente a acumulação do gelo. Fazendo uma média das previsões dos seis modelos, dentro de 32 anos o Árctico estará praticamente livre de gelo dentro de 32 anos. 



Público

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Metano no Árctico ameaça a vida

Um dos maiores temores dos cientistas que acompanham as mudanças climáticas está no fundo congelado do oceano Árctico. Sob o leito do mar estão os maiores depósitos de metano, um gás várias vezes mais poderoso do que o dióxido de carbono para aumentar a temperatura da Terra e destruir o clima que conhecemos desde os primórdios da civilização.

Cientistas registaram um aumento da libertação de mais 30% na quantidade desse gás metano da camada subterrânea de gelo permanente do Árctico, nos últimos quatro anos. Isto devido ao aquecimento das correntes marítimas na zona e ao derretimento do permafrost (solo congelado), que retém milhares de milhões de toneladas de metano, o que deve levar a um aumento de 10 graus centígrados na temperatura média da região até 2100.

Os depósitos de metano são importantes porque os cientistas crêem que o seu escape foi responsável, em épocas passadas, por mudanças climáticas bruscas e até pela extinção de muitas espécies.

É a primeira vez que a libertação de metano do fundo do mar é identificada na história recente da Terra. Embora a maior parte do metano se dissolva na água, parte chega à atmosfera e incrementa o aquecimento global.

Acredita-se que o metano contribuiu para os grandes períodos de aquecimento rápido da história da Terra, quando houve também grandes extinções de espécies. O detalhe é que esses grandes aumentos de temperatura do Planeta, provocados por fenómenos naturais, levaram milhares de anos para ocorrer, enquanto a mudança climática actual, provocada por emissões poluentes humanas, é medida em décadas.

Até recentemente, esta região de permafrost era considerada estável, mas agora os cientistas acreditam que a libertação de um gás de efeito-estufa tão poderoso pode acelerar o aquecimento global.

Os arrozais da China e do Sudeste Asiático produziram um terço das emissões mundiais de metano: 33 milhões de toneladas. Apenas 2% vem das regiões árcticas, embora seja ali que os maiores aumentos são registados.

A elevação de 30,6% nas emissões do Árctico, no período entre 2003 e 2007, para cerca de 4,2 milhões de toneladas, foio maior aumento percentual para qualquer região pantanosa, segundo a revista ‘Science’.

O metano é um dos gases que provocam o efeito-estufa e é 20 vezes mais potente do que o CO2 no seu efeito de aprisionar o calor na atmosfera.

Cientistas da Alemanha e do Reino Unido descobriram 250 colunas de bolhas de metanoa subir do fundo do mar numa plataforma de West Spitsbergen, uma ilha da Noruega.

O metano é o mais importante gás do aquecimento global, seguido do dióxido de carbono, e responde por cerca de 18% do efeitode aprisionamento do calor do Sol na atmosfera terrestre causado por actividades humanas. Outro problema causado pelo metano é que, enquanto ele se dissolve na água do mar, aumenta a acidez do oceano. O mar já está a absorver parte do excesso de gás carbónico que lançamos na atmosfera, ficando ácido por isso. Teme-se assim que aacidez progressiva possa afectara base da vida marinha, comprometendo a sobrevivência de peixes e de crustáceos.

sábado, 8 de agosto de 2015

Sete furacões varrem Atlântico


Os EUA preparam-se para mais uma temporada de ciclones, que se inicia segunda-feira e termina a 30 de Novembro. São esperadas 14 tempestades e sete furacões, segundo a Agência Nacional de Atmosfera e Oceanos (NOAA), uma temporada mais suave do que a passada, em que ocorreram 16 tempestades e oito furacões. Isto porque as temperaturas da superfície do oceano são levemente mais frias e os ventos mais fortes na parte alta da atmosfera sobre o Atlântico.




Aliás, a temporada de furacões de 2008 foi uma das mais activas dos últimos sessenta anos. Com 16 tempestades tropicais, oito furacões, cinco deles de categoria máxima, causou grande destruição e um alto número de mortos, principalmente no Haiti, em Cuba e nos Estados Unidos.

Mesmo assim, dizem os especialistas que há 50% de hipóteses de a temporada de furacões se situar num nível próximo do normal, o que corresponde a uma média de 11 tempestades com nome, seis furacões, dois dos quais de categoria máxima (de 3 a 5 na escala Saffir-Simpson).

Hoje, são cerca de 35 milhões os norte-americanos que vivem nas regiões mais ameaçadas por furacões no Atlântico, e ainda está na memória de todos o ‘Katrina’, que em 2005 causou enormes estragos em cinco Estados do Sul dos Estados Unidos: Florida, Georgia, Mississipi, Alabama e Louisiana, sendo que a cidade de Nova Orleães foi a mais atingida e aquela em que se registou maior número de vítimas. O ‘Ike’, categoria 4, deixou centenas de vítimas antes de chegar aos EUA, já enfraquecido.

As previsões para este ano revelam 54% de probabilidades de pelo menos um furacão de categoria 3, 4 e 5 atingir a costa norte-americana. No estado da Florida, as probabilidades são de 32%, e na costa do Golfo do México o risco corresponde a 31%.

TENTATIVAS PARA ENFRAQUECER O FENÓMENO

Nos anos 60 e 70, o governo dos Estados Unidos tentou enfraquecer furacões pulverizando tempestades com iodeto de prata (a China utilizou esta técnica como tentativa de induzir tempestades para diminuir a poluição atmosférica nos Jogos Olímpicos de Pequim).

Esta experiência, que acabou por ser inconclusiva, procurava testar a teoria de que a pulverização aumentaria a precipitação fora do núcleo da tempestade, provocando o seu colapso e consequentemente a diminuição dos ventos.

Alguns meteorologistas acreditam que pequenas mudanças de temperatura dentro e em redor de um furacão podem mudar o seu padrão ou afectar a intensidade.

TEMPORADA COMEÇA COM 'ANA' E 'BILL'

Uma temporada normal de furacões tem em média 11 tempestades tropicais, incluindo seis furacões, dos quais pelo menos dois costumam ser de grande intensidade.
A primeira tempestade tropical da temporada 2009 levará o nome de ‘Ana’ quando alcançar 62 km/h.

As tempestades tropicais tornam--se furacões quando alcançam 119 km/h e passam a ser de grande intensidade quando superam os 178 km/h. Seguir-se-ão outros: ‘Bill’, ‘Claudette’, ‘Danny’, ‘Erika’, ‘Fred’.

FURACÃO À LUPA

Em 1971, o engenheiro H. Saffir e o meteorologista Bob Simpson desenvolveram a Escala Saffir-Simpson, que classifica a intensidade dos ciclones tropicais. O aquecimento das águas do Atlântico é responsável pela formação dos furacões.

FURACÕES DEVASTADORES

Lista de alguns dos furacões mais mortíferos que atingiram os EUA desde 1900 classificados com base no número de mortes provocadas, no total mais de 13 500

‘Galveston’ (Texas, 1900): 8000 mortos

Sem nome (Florida, 1928): 2500 mortos

‘Katrina’ (Louisiana e Mississipi, 2005): 1500 mortos

Sem nome (Ilhas Key, Florida, 1935): 408 mortos

‘Audrey’ (Louisiana e Texas, 1957): 390 mortos

Sem nome (Florida e Texas, 1919): 287 mortos

‘Camille’ (Louisiana, Virginia e Louisiana, 1969): 256 mortos

‘Agnes' (Florida, 1972): 122 mortos

‘Hazel’ (Carolina do Norte e Carolina do Sul, 1954): 95 mortos

‘Betsy’ (Nova Orleães, 1965): 75 mortos

‘Floyd’ (Costa Leste dos EUA, 1999): 56 mortos

‘Donna’ (Leste dos EUA, 1960): 50 mortos

‘Carla’ (Texas, 1961): 46 mortos

‘Hugo’ (Carolina do Sul, 1989): 32 mortos

'Andrew' (Florida e Louisiana, 1992): 29 mortos

'Ivan' (Florida e Alabama, 2004): 25 mortos

'Charley' (Florida, 2004): 23 mortos

CATEGORIAS

1. VENTOS DE 120 A 152 KM/H
Pequenas inundações. Leves estragos materiais. Vagas 1,5 m superiores à média

2. VENTOS DE 153 A 177 KM/H
Telhados e árvores danificados. Vagas 2,5 m superiores à média

3. VENTOS DE 178 A 209 KM/H
Estruturas danificadas. Inundações graves. Vagas 3,7 m superiores à média

4. VENTOS DE 210 A 247 KM/H
Destruição de telhados. Estruturas gravemente danificadas. Vagas 5,5 m superiores à média

5. VENTOS SUPERIORES A 248 KM/H
Destruição total de edifícios. Inundações em zonas do interior. Vagas com mais de seis metros

NOMES DOS FURACÕES PARA 2009

Ana

Bill

Claudette

Danny

Erika

Fred

Grace

Henri

Ida

Joaquin

Kate

Larry

Mindy

Nicholas

Odette

Peter

Rose

Sam

Teresa

Victor

Wanda
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...